O Governo dos Estados Unidos se comprometeu a ajudar o Haiti “em tudo o que puder” após o terremoto de 7,0 graus na escala Richter que sacudiu o país caribenho nesta terça-feira, disse hoje à Agência Efe uma porta-voz do Departamento de Estado.
“Estamos preparados para oferecer qualquer tipo de ajuda necessária”, afirmou.
A Embaixada dos EUA em Porto Príncipe está em contato com seu pessoal e ativa a rede de alerta para os cidadãos americanos, embora com dificuldades nas comunicações.
Segundo a porta-voz do Departamento de Estado americano, as linhas de telefone fixo e celulares estão cortados na capital haitiana.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou pouco depois em Honolulu, no Havaí, que Washington ainda está reunindo informações sobre o terremoto e seu impacto nos cidadãos do Haiti.
No entanto, assegurou que os EUA oferecem ao Haiti e a outros países vizinhos afetados pelo tremor sua “plena ajuda civil e assistência” para atenuar as consequências do ocorrido.
O terremoto mais forte, de 7,0 graus na escala Richter, foi registrado às 19h53 de Brasília. Seu epicentro foi localizado a 15 quilômetros ao sudoeste de Porto Príncipe, a capital do Haiti.
Em seguida, dois tremores, o primeiro de 5,9 graus e o segundo, de 5,5 graus, sacudiram o Haiti num intervalo de pouco mais de 20 minutos após o sismo inicial.
O embaixador do Haiti nos EUA, Raymond Joseph, pediu hoje em entrevista à “CNN” ajuda internacional para atenuar os danos materiais e humanos provocados pelo terremoto, que em suas palavras podem ter tido proporções “catastróficas”.
“Definitivamente, peço a ajuda dos EUA”, disse o embaixador, que parecia emocionado na entrevista. “A única coisa que posso fazer agora é rezar e confiar em que o pior não aconteça”, completou.