O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, rejeitou hoje de novo este argumento e voltou a pedir que Venezuela e Colômbia a resolvam suas diferenças através do diálogo bilateral.
O embaixador dos EUA na Colômbia, William Brownfield, afirmou na segunda-feira que Washington está disposto a mediar para que Colômbia e Venezuela, através do diálogo, superem sua crise diplomática e comercial, que se agravou nos últimos dias.
O porta-voz reiterou hoje sua chamada para que Colômbia e Venezuela resolvam suas diferenças.
“Somos a favor da cooperação nesta região e estamos preparados para ajudar, se pudermos ter um papel de apoio ou de mediação”, acrescentou Kelly.
Sobre as acusações do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de que a origem das tensões na região está na política dos EUA para a América Latina e, precisamente, no acordo militar assinado com a Colômbia, visto por Caracas como uma ameaça, o porta-voz disse que Washington “não está de acordo”.
“Respaldamos uma maior cooperação, um maior diálogo. Não temos nenhuma intenção de agressão na América do Sul. E fazemos uma chamada ao diálogo”, insistiu Kelly.
Mas o porta-voz não considerou necessário que os Estados Unidos proponham um encontro entre Colômbia e Venezuela.
“Não tenho certeza de que isso seja necessário. O que é necessário é que a Colômbia e a Venezuela se sentem e resolvam seus problemas por conta própria”, disse, acrescentando que os dois países não pediram a ajuda americana.
“No entanto, se pudermos ser de ajuda, certamente estamos dispostos a ajudar”, concluiu Kelly.