O subsecretário de Estado para Assuntos Políticos americano, William Burns, reiterou nesta segunda-feira no Brasil o interesse dos Estados Unidos na venda de 36 caças da Boeing, que enfrenta a concorrência de empresas de França e Suécia, disseram à Agência Efe fontes oficiais.
O funcionário americano foi recebido pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, com quem conversou sobre essa licitação, cujo resultado depende de uma “decisão presidencial”, disse uma porta-voz do ministério.
Entre os concorrentes estão os aviões de combate Super Hornet F/A-18 da americana Boeing, os Gripen NG, da sueca Saab, e os Rafale, da francesa Dassault, que até agora são considerados os favoritos.
As ofertas das três empresas já foram analisadas pelo Ministério da Defesa e a decisão final está em mãos do chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva, quem na semana passada destacou que pode deixar a decisão para a presidente eleita, Dilma Rousseff.
Burns, quem não deu declarações à imprensa, reiterou “o interesse dos Estados Unidos” no negócio e a credibilidade de seu país, disseram as fontes consultadas pela Efe.
No encontro, que representou a única atividade oficial de Burns em Brasília, Jobim também explicou os planos de reestruturação do Ministério da Defesa para os próximos meses.
Na última sexta-feira, Burns iniciou uma viagem à América do Sul que incluiu ainda Chile e Argentina, que, assim como o Brasil, foram qualificados pelo Departamento de Estado como “parceiros regionais fundamentais”.
De acordo com a Comissão Eleitoral Independente (CEI), no segundo turno das eleições presidenciais em 28 de novembro Ouattara obteve 54% dos votos, contra 46% de Gbagbo, algo admitido unanimemente pela comunidade internacional.
O Conselho Constitucional, formado por partidários de Gbagbo, também não aceitou os resultados da CEI e, após anulá-los em sete departamentos favoráveis a Ouattara, deu a vitória a Gbagbo, com 51,5% contra 48,5% de seu adversário.
Ambos se proclamaram posteriormente presidentes e nomearam seus primeiros-ministros e gabinetes, o que gerou uma forte tensão na Costa do Marfim, cuja metade sul está sob o controle das Forças Armadas, enquanto o norte é controlado pela milícia Forças Novas, que não se desarmou após a guerra.