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Mundo

EUA reconhecem vitória de Lobo em Honduras

Arquivo Geral

30/11/2009 0h00


O Governo dos Estados Unidos reconheceu hoje a “ampla vitória” de Porfirio Lobo, candidato do conservador Partido Nacional, nas eleições deste domingo em Honduras que, na opinião do Departamento de Estado americano, cumpriram com os padrões internacionais.

“Os Estados Unidos tomaram nota das eleições, vemos que (Lobo) as ganhou, e o parabenizamos. Ele será o próximo presidente de Honduras”, disse o secretário de Estado adjunto dos EUA para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, em entrevista coletiva no Departamento de Estado.

Com isso, Washington dá seu respaldo oficial ao resultado das eleições hondurenhas deste domingo, nas quais o opositor Lobo alcançou 52,34% dos votos, com 66,31% das urnas apuradas, segundo o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) de Honduras.

“Reconhecemos que há um resultado em Honduras nestas eleições. Isso está bastante claro. Reconhecemos estes resultados e felicitamos Lobo por tê-las vencido”, ressaltou Valenzuela.

O Secretário de Estado adjunto também elogiou os hondurenhos por um pleito que, segundo ele, foi justo e transparente e, com isso, cumpriu os padrões internacionais.

Valenzuela reiterou também que as eleições não foram convocadas no “último minuto” pelo Governo de fato de Roberto Micheletti para legitimar o golpe de Estado.

O diplomata americano reiterou que as eleições hondurenhas representam um passo “significativo” à frente para o país, apesar de que Honduras “tem que fazer mais” para restaurar a democracia e seguir um processo de reconciliação nacional baseado no Acordo Tegucigalpa-San José.

“Enquanto (as eleições) são um passo significativo para voltar à democracia, são somente isso, um passo, e não o último” que Honduras terá que dar para restaurar a ordem constitucional e democrática, insistiu.

Valenzuela explicou que, “devido à gravidade e a polarização” antes e depois do golpe de Estado de 28 de junho, quando o presidente Manuel Zelaya foi derrubado, “é extremamente importante que os líderes hondurenhos sigam o marco estabelecido pelo acordo assinado em 30 de outubro.

De acordo com Valenzuela, deve haver um Governo de união nacional, um voto do Congresso sobre a restituição de Zelaya, previsto para 2 de dezembro, e uma comissão da verdade.

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