“Os Estados Unidos tomaram nota das eleições, vemos que (Lobo) as ganhou, e o parabenizamos. Ele será o próximo presidente de Honduras”, disse o secretário de Estado adjunto dos EUA para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, em entrevista coletiva no Departamento de Estado.
Com isso, Washington dá seu respaldo oficial ao resultado das eleições hondurenhas deste domingo, nas quais o opositor Lobo alcançou 52,34% dos votos, com 66,31% das urnas apuradas, segundo o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) de Honduras.
“Reconhecemos que há um resultado em Honduras nestas eleições. Isso está bastante claro. Reconhecemos estes resultados e felicitamos Lobo por tê-las vencido”, ressaltou Valenzuela.
O Secretário de Estado adjunto também elogiou os hondurenhos por um pleito que, segundo ele, foi justo e transparente e, com isso, cumpriu os padrões internacionais.
Valenzuela reiterou também que as eleições não foram convocadas no “último minuto” pelo Governo de fato de Roberto Micheletti para legitimar o golpe de Estado.
O diplomata americano reiterou que as eleições hondurenhas representam um passo “significativo” à frente para o país, apesar de que Honduras “tem que fazer mais” para restaurar a democracia e seguir um processo de reconciliação nacional baseado no Acordo Tegucigalpa-San José.
“Enquanto (as eleições) são um passo significativo para voltar à democracia, são somente isso, um passo, e não o último” que Honduras terá que dar para restaurar a ordem constitucional e democrática, insistiu.
Valenzuela explicou que, “devido à gravidade e a polarização” antes e depois do golpe de Estado de 28 de junho, quando o presidente Manuel Zelaya foi derrubado, “é extremamente importante que os líderes hondurenhos sigam o marco estabelecido pelo acordo assinado em 30 de outubro.
De acordo com Valenzuela, deve haver um Governo de união nacional, um voto do Congresso sobre a restituição de Zelaya, previsto para 2 de dezembro, e uma comissão da verdade.