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Mundo

EUA querem diálogo construtivo com Brasil sobre futuro do país na ONU

Arquivo Geral

23/02/2011 22h41

 

Os EUA “admiram” a crescente liderança do Brasil no mundo e seu desejo de ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, e está disposto a manter um “diálogo construtivo” com o país sobre este tema.

 

Assim assegurou a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, em entrevista coletiva conjunta com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota.

 

“Admiramos muito a crescente liderança global do Brasil e sua vontade de se transformar em membro permanente do Conselho de Segurança da ONU”, assinalou.

 

Além disso, a chefe da diplomacia americana acrescentou que “esperamos manter um diálogo construtivo com o Brasil sobre este tema durante a visita do presidente Barack Obama e no futuro”.

 

“Achamos que há muitas áreas multilaterais nas quais o Brasil demonstrará sua liderança e queremos apoiar estes esforços”, marcou Hillary.

 

O Brasil ocupa atualmente a Presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, cujos membros permanentes são EUA, França, Reino Unido, Rússia e China.

 

Obama viajará entre 19 e 23 de março ao Brasil, Chile e El Salvador. Chegará primeiro a Brasília, onde se reunirá com a presidente Dilma Rousseff e um dia depois visitará o Rio de Janeiro.

 

Patriota, por sua parte, qualificou a resposta de Hillary sobre as aspirações do Brasil de se incorporar como membro permanente no Conselho de Segurança de “muito positiva”.

 

“O que queríamos ver é os Estados Unidos fazendo parte de um processo de reforma profunda do Conselho de Segurança, que resultará na incorporação de mais países como membros permanentes deste órgão, especialmente membros que são do mundo em desenvolvimento”, afirmou.

 

Da mesma forma, Patriota assinalou que “dada toda a contribuição do Brasil ao Conselho de Segurança, está em uma boa posição no que se refere a isso”, acrescentou Patriota.

 

Hillary e Patriota falaram dos protestos no mundo árabe, especialmente da situação na Líbia.

 

O ministro brasileiro se mostrou “muito preocupado” pela violência que emprega o regime líbio para reprimir os manifestantes que reivindicam reformas e a renúncia de Muammar Kadafi, e confiou em que a evacuação dos cidadãos brasileiros prospere com sucesso.

 

Hillary qualificou a violência de “inaceitável” e assegurou que os Estados Unidos estão avaliando “todas as opções possíveis para tentar colocar fim nesta repressão, para tentar influenciar o Governo líbio” e conseguir que “prestem contas” por suas ações.

 

Ambos abordaram, além disso, o programa nuclear iraniano, que no passado causou alguns atritos entre os dois países.

 

Hillary evitou falar de comentários anteriores mais duros com o Brasil ao afirmar que os Estados Unidos estão constantemente conversando com o país sobre este assunto porque ambas as nações compartilham o ponto de vista de que o Irã não pode se transformar em um Estado com armas nucleares.

 

“O Brasil foi muito ativo em sua diplomacia e trabalhou também para que se cumpram as sanções internacionais aprovadas pelo Conselho de Segurança” da ONU, ressaltou.

 

“Todos estamos buscando vias para influenciar o comportamento do regime iraniano”, acrescentou a secretária de Estado, que reiterou sua convicção de que as sanções estão afetando Teerã.

 

Hillary disse além disso que a comunidade internacional está tomando ações no Conselho de Direitos Humanos da ONU na próxima sessão para ressaltar os abusos cometidos pelo Irã, que apoiou os manifestantes no Egito e na Tunísia, mas por sua vez “reprimiu brutalmente” os próprios cidadãos nos protestos.

 

Com relação ao Irã, Patriota assegurou que o Brasil quer “ajudar a resolver este problema e reduzir a desconfiança” que existe entre a República Islâmica e os países do Conselho de Segurança, entre outros, mas assegurou que os Estados Unidos “entendem” a posição do país.
 

 

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