A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou hoje, em Copenhague, que os Estados Unidos vão contribuir para o “esforço global” dos países ricos de destinar US$ 100 bilhões ao ano para os “países mais pobres e vulneráveis” combaterem a mudança climática.
“Os EUA estão preparados para trabalhar com outros países na meta de mobilizar US$ 100 bilhões ao ano em resposta às necessidades dos países em desenvolvimento (…) no contexto de um acordo firme, no qual todas as grandes economias apoiem ações de suavização e sejam plenamente transparentes em relação a seu cumprimento”, disse a diplomata.
Hillary conversou com a imprensa ao chegar à Dinamarca para a cúpula da ONU sobre a mudança climática (COP15), que até amanhã receberá cerca de 120 chefes de Estado e de Governo, entre eles o presidente americano, Barack Obama.
Ela deixou claro que o compromisso dos EUA não será possível “sem a transparência da segunda maior economia do mundo (China)”, que não pretende aceitar um acordo vinculativo sobre a redução de emissões de CO2.
Embora haja muitas maneiras de se conseguir esta transparência, “deve existir vontade e compromisso”, acrescentou Hillary.
A ex-primeira-dama dos EUA explicou ainda que o fundo para financiar o combate ao aquecimento global nos países pobres será alimentado por contribuições públicas e privadas, e também por “fontes alternativas”.
Segundo a diplomata, o dinheiro será usado, principalmente, na adaptação das nações menos desenvolvidas à mudança climática e na proteção das florestas.
Mas os EUA, destacou Hillary, também estão dispostos a dar sua contribuição imediata, de US$ 10 bilhões, para um fundo emergencial de ajuda a esses países.
“Perdemos um tempo valioso”, afirmou a secretária de Estado na entrevista coletiva, referindo-se às dificuldades que caracterizaram as negociações nos últimos 11 dias.