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EUA pedem "negociações sérias" para avançar com relação à Coreia do Norte

Arquivo Geral

04/01/2011 11h20

O enviado especial americano para Coreia do Norte, Stephen Bosworth, pediu nesta terça-feira “negociações sérias” como estratégia para tratar com a Coreia do Norte, no início de uma viagem pela Ásia com o objetivo de “alinhar posturas”, informou a agência local “Yonhap”.

Na sua chegada nesta tarde ao aeroporto de Incheon, em Seul, o representante de Washington revelou que “negociações sérias devem estar no coração de qualquer estratégia para tratar com a Coreia do Norte”.

Bosworth, que se reunirá nesta quarta-feira com seu colega sul-coreano, Wi Sung-lac, e o ministro de Exteriores sul-coreano, Kim Sung-hwan, declarou: “estamos aqui para consultar e alinhar posturas para avançar” nos assuntos relacionados à Coreia do Norte.

O principal tema que será tratado na visita de dois dias a Seul será o reatamento das conversas de seis lados para o desarmamento nuclear do regime de Pyongyang, suspensas desde o fim de 2008 e que os Estados Unidos acreditam que só poderão ser retomadas se Pyongyang der passos concretos para desnuclearização.

Para o representante americano, que na quarta-feira viajará para Pequim e posteriormente a Tóquio, os Estados Unidos e a China “compartilham um grande número de interesses comuns na Península da Coreia” e Washington “continuará em coordenação com a China enquanto avançamos”.

A viagem de Bosworth à China ocorre pouco antes da cúpula de Washington, em 19 de janeiro, que reunirá o presidente da China, Hu Jintao, e o governante americano, Barack Obama. O principal ponto do encontro será a Coreia do Norte.

Nesta viagem, Bosworth tentará criar condições que permitam o desbloqueio das negociações de seis lados, nas quais participam as duas Coreias, a China, os EUA, o Japão e a Rússia.

A possibilidade de retomar o diálogo, ao que agora Pyongyang se mostra acessível, piorou após o bombardeio norte-coreano em 23 de novembro da ilha sul-coreana de Yeonpyeong, que causou quatro vítimas no Sul, embora Pequim tenha proposto este fórum como meio de reduzir a tensão.

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