O diretor do Escritório de Política Nacional para o Controle de Drogas dos Estados Unidos, illness John Walters, pediu hoje aos países da União Européia (UE) que tentem convencer o Governo da Venezuela a deixar de colaborar com o tráfico de drogas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
“Continuamos dispostos a colaborar com Hugo Chávez, mas ele se nega a cooperar com o Governo dos EUA. Sei que algumas nações da UE têm melhores relações com o presidente venezuelano e estamos tentando ver como podem nos ajudar”, declarou Walters em um encontro com jornalistas em Bruxelas.
Walters alertou que, enquanto a presença de cocaína nos EUA tende a diminuir, aumenta “o tráfico da droga da Colômbia que passa pela Venezuela e, por vias marítimas e aéreas, segue para a Europa”.
“Fatos recentes sugerem um maior movimento de tráfico de cocaína na Venezuela”, além de as Farc estarem usando “fronteiras colombianas e venezuelanas e o território deste país como um lugar seguro” para o narcotráfico, declarou.
Ele citou informações obtidas durante “operações na Colômbia” contra altos comandantes da guerrilha colombiana – em referência ao bombardeio no Equador que matou o número dois da guerrilha, Raúl Reyes – que “sugerem um envolvimento muito maior do Governo de Hugo Chávez no apoio às Farc”.
A ajuda de Chávez estaria aliviando as dificuldades enfrentadas pelas Farc por causa dos resultados do programa conjunto de Washington e Bogotá contra a produção de drogas na Colômbia, explicou.
“Algumas informações recentes dos serviços de inteligência sugerem que a guerrilha recebeu dinheiro de fontes externas para atenuar seus problemas financeiros”, afirma.
Perguntado sobre uma suposta cooperação entre o Governo do Equador e a guerrilha, afirmou que os materiais apreendidos na operação contra Reyes incluem “alguma sugestão de contato”, mas disse que sua veracidade “ainda está sendo avaliada”.
Walters afirmou que a atitude de Chávez neste problema contrasta com a do regime cubano.
“Encontramos a fórmula para cooperar na luta contra o narcotráfico com Cuba. Não é um sistema perfeito, mas é o resultado de que as duas nações consideram que o tráfico de drogas é negativo para seu povo”, disse.
Por outro lado, lamentou a decisão do Congresso americano de adiar a ratificação do Tratado de Livre-Comércio assinado com a Colômbia.