Rice disse que os americanos se sentiram ofendidos pelo ambiente festivo que cercou a chegada a Trípoli de Abdelbaset Ali Mohammed Al-Megrahi, solto pelo Governo da Escócia por razões médicas.
“É uma ferida aberta, é muito sensível para todos os americanos” e por isso “a maneira como o presidente Kadafi decida se comportar na Assembleia Geral e no Conselho de Segurança em Nova York tem o potencial de exacerbar, ou não, os sentimentos”, afirmou em coletiva de imprensa o diplomata americano.
Kadafi deve visitar pela primeira vez a ONU no final do mês para participar do debate da Assembleia Geral do organismo, que será presidido pelo diplomata líbio Ali Treki.
Também é esperada sua presença em uma reunião sobre desarmamento nuclear em 24 de setembro no Conselho de Segurançav – a Líbia é membro não-permanente -, que será dirigida pelo presidente americano, Barack Obama, já que seu país ocupa a Presidência rotativa do órgão.
A visita do ditador gerou certa rejeição em Nova York, particularmente perante a possibilidade de que Kadafi instale sua tenda beduína em uma propriedade líbia em Nova Jersey, onde moram parentes de vítimas do atentado.
No entanto, Rice esclareceu que a diplomacia líbia já informou que sua delegação “limitará as atividades a Nova York”.