Em uma resolução aprovada por 396 votos a favor e apenas um contra, os legisladores ofereceram condolências pelos que morreram nessa praça, onde grupos de manifestantes se reuniram no dia 4 de junho de 1989 para exigir mudanças democráticas.
O Governo de Pequim reprimiu duramente o protesto pacífico, que enfrentou com seu Exército. Diante da falta de informação oficial, diversas fontes cifram as mortes pelos incidentes da Praça da Paz Celestial entre 400 e 2.000.
A China “deveria convidar uma investigação plena e independente sobre a repressão da Praça da Paz Celestial, com a ajuda do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados e o Comitê da Cruz Vermelha Internacional”, assinalou a resolução.
Também exigiu a libertação dos prisioneiros que acredita-se ainda permanecem nas prisões chinesas, apesar de os incidentes terem ocorrido há duas décadas.
A resolução contou com o apoio da presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, que anunciou uma futura visita a Pequim para analisar a mudança climática.
“Há 20 anos o Governo da China revelou ao mundo que é uma empresa criminosa perfeitamente disposta a assassinar pessoas desarmadas para se manter no poder”, assinalou o republicano Dana Rohrabacher após a aprovação.