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Mundo

EUA pedem Governo de unidade em Honduras após afastamento de Micheletti

Arquivo Geral

23/11/2009 0h00

Os Estados Unidos afirmaram hoje que a decisão do presidente de fato hondurenho, Roberto Micheletti, de deixar temporariamente o poder deve facilitar a pronta formação de um Governo de união nacional em Honduras.

O secretário de Estado adjunto americano para a América Latina, Arturo Valenzuela, afirmou durante sessão privada dos 34 países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a crise hondurenha que a decisão de Micheletti abriu um “espaço para o compromisso” em Honduras.

O presidente de fato anunciou na quinta-feira que pretende se afastar de suas funções por um período que pode começar no próximo dia 25 e terminar em 2 de dezembro, dia em que o Congresso prevê votar sobre a restituição do governante deposto, Manuel Zelaya.

A intenção do afastamento de Micheletti seria possibilitar um período de “reflexão” nacional frente às eleições gerais de domingo.

“Avaliamos este passo e pedimos a pronta formação de um Governo de união nacional, como estabelece o acordo de 30 de outubro, um Governo que possa inspirar confiança em todos os setores da sociedade hondurenha”, disse Valenzuela.

Os EUA foram muito criticados pelo que alguns países consideram como uma mudança de postura em relação à crise hondurenha ao declararem que o país apoiará as eleições do dia 29 e considerarem que o Acordo Tegucigalpa-San José não exige que o Congresso vote sobre a restituição de Zelaya antes do pleito.

Por isso, Valenzuela insistiu hoje em que os EUA se basearão na opinião de observadores internacionais da sociedade civil e de suas próprias observações durante as eleições “para determinar se esse pleito cumpre ou não com os padrões internacionais”.

Desta forma, o secretário adjunto deixou claro que uma decisão definitiva sobre a postura dos EUA será tomada depois do voto dos hondurenhos.

Dentro da OEA, diversos países estão divididos quanto à legitimidade das eleições hondurenhas. Alguns como Brasil, Nicarágua, Equador, Argentina, Bolívia e Venezuela já disseram que não reconhecerão o resultado sem a restituição prévia de Zelaya; outros, como EUA e Panamá, anunciaram que respaldarão o pleito ou que o reconhecerão.

As diferenças ficaram claras hoje na reunião da OEA, na qual os 34 países-membros também não conseguiram adotar uma postura comum.

Valenzuela destacou que as eleições em Honduras não foram “inventadas” pelo Governo de fato para buscar uma “estratégia de saída” e seguem o “calendário eleitoral normal”.

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