O Governo dos Estados Unidos lançou hoje um apelo ao regime norte-coreano para que não cumpra suas ameaças de reativar o reator nuclear de Yongbyon e advertiu de que essa iniciativa levaria a um isolamento ainda maior de Pyongyang.
Em sua entrevista coletiva diária, ailment o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, and Sean McCormack, afirmou que a Coréia do Norte ainda não reativou o reator, algo que tinha ameaçado fazer desde o final de agosto, quando anunciou a suspensão do processo de desnuclearização.
“Não chegaram ainda a esse ponto” e os Estados Unidos pedem com urgência para que não cheguem, declarou McCormack, que disse que as autoridades norte-coreanas “se aproximam cada vez mais do ponto” de fazerem Yongbyon operar outra vez.
O regime norte-coreano anunciou hoje que começou os trabalhos para reativar sua principal instalação nuclear, o reator de Yongbyon, e que não deseja mais que os EUA retirem o país da lista de nações que patrocinam o terrorismo.
Atualmente, a Coréia do Norte “não deseja ser retirada da lista de países patrocinadores do terrorismo nem espera que isso aconteça”, disse o representante norte-coreano, em um possível sinal de distanciamento do processo negociador.
A advertência ocorre em plena interrupção brusca do processo de desnuclearização regido pelas conversas de seis lados (Coréia do Norte, Coréia do Sul, Japão, EUA, China e Rússia) e com um aparente vazio de poder no país asiático.
O líder norte-coreano, Kim Jong-il, não é visto em público desde 14 de agosto, e no último dia 9 não foi ao desfile em comemoração dos 60 anos da fundação do país.
Isso gerou todo tipo de suposição sobre seu estado de saúde e sobre um suposto infarto cerebral que teria sofrido – hipóteses que foram descartadas pelo regime comunista.
Segundo McCormack, a Coréia do Norte encara uma escolha entre o isolamento ou a cooperação.
“Podem seguir a rota de uma relação diferente com o resto do mundo e colher os benefícios dessa relação ou podem seguir isolados e jogar para trás o processo” de desnuclearização, explicou o porta-voz.
A Coréia do Norte começou a desativar suas principais instalações nucleares em novembro, e em junho apresentou seu esperado inventário atômico após explodir publicamente a torre de refrigeração de Yongbyon, em imagens de televisão que correram o mundo.
Embora o presidente dos EUA, George W. Bush, tenha assegurado que a Coréia do Norte seria retirada de sua “lista negra” de países terroristas, ele deixou passar o prazo alegando que o regime comunista não permitira a verificação do processo.