“Parabenizamos o presidente Lobo por sua posse e esperamos trabalhar com sua Administração para ajudar Honduras a resolver esta crise política”, disse Charles Luoma-Overstreet, porta-voz do Departamento de Estado, à Agência Efe.
Lobo, de 62 anos, assumiu o cargo em uma longa cerimônia com pouca presença estrangeira, enquanto o presidente deposto Manuel Zelaya, derrubado em um golpe de Estado em junho de 2009, deve viajar hoje para a República Dominicana na qualidade de “convidado distinto”.
O porta-voz do Departamento de Estado disse que os EUA reconhecem que ainda há trabalho a fazer “para promover a reconciliação nacional e melhorar a situação dos direitos humanos em Honduras”, após o golpe de Estado.
Os EUA consideram que a declaração de Lobo sobre a formação de um Gabinete presidencial que reflita todo o espectro político hondurenho “é um passo importante nesta direção”, acrescentou Luoma-Overstreet.
Além disso, o Governo de Washington apoia as declarações de Lobo sobre “o pronto estabelecimento de uma Comissão da Verdade para esclarecer os eventos relativos ao golpe”, enfatizou o porta-voz.
Especialistas asseguram que os EUA devem agora pressionar o Governo de Lobo a cumprir com seus compromissos e agilizar o restabelecimento da democracia em Honduras.
Lobo assume o poder após vencer as eleições de 29 de novembro, que não foram reconhecidas pela maior parte da comunidade internacional por terem ocorrido dentro das consequências do golpe de Estado.