A informação foi confirmada por um porta-voz da Air France que, perguntado pela Agência Efe, disse que estão estudando as medidas de recurso que podem apresentar às autoridades americanas.
Washington alegou que o jornalista, colaborador da revista “Le Monde Diplomatique”, está na lista de passageiros não autorizados a passar por seu espaço aéreo, afirmou a editora Le Temps des Cerises, em comunicado.
Calvo Ospina soube naquele momento que estava na lista americana.
O jornalista se dirigia à Nicarágua para fazer uma reportagem e foi brevemente interrogado pela Polícia mexicana, quando o avião conseguiu finalmente aterrissar.
Antes, o avião teve que fazer uma parada em Martinica, o que gerou um atraso no voo, que a Air France não quantificou.
A Le Temps des Cerises considerou o incidente “um grave atentado contra a liberdade de circulação de pessoas e à liberdade de expressão”.
Em seu último livro, intitulado “Colombia, Laboratorio de Embrujos” (“Colômbia, Laboratório de Bruxarias”), Calvo Ospina criticou a operação do Exército colombiano que acabou com a morte do dirigente guerrilheiro “Raúl Reyes” em 1º de março de 2008.
O jornalista qualificou a operação de “sabotagem” da Colômbia e dos Estados Unidos às gestões para a libertação dos reféns em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).