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Mundo

EUA não variaram sua política e apoiam eleição como parte de pacto hondurenho

Arquivo Geral

06/11/2009 0h00

Os Estados Unidos reiteraram hoje que não mudaram sua política em relação à crise hondurenha e que seu compromisso de apoiar as eleições do dia 29 de novembro em Honduras “é produto do acordo” Tegucigalpa-San José ao qual chegaram ambas as partes.

O Departamento de Estado reagiu assim ao comunicado emitido ontem à noite pelo senador republicano pela Carolina do Sul Jim DeMint no qual afirmou que o Governo dos EUA reconhecerá o pleito independentemente de se o presidente deposto for restituído e de se o voto do Congresso sobre seu futuro acontecer antes ou depois do dia 29 de novembro.

Fontes do Departamento de Estado disseram hoje à Agência Efe que o Governo dos EUA “está comprometido com o acordo” assinado na semana passada entre representantes do Governo de fato e do deposto, Manuel Zelaya, e com sua “implementação”.

Esse acordo, em seu quinto ponto, deixa a decisão sobre a restituição ou não do deposto presidente nas mãos do Congresso.

“Nosso compromisso de apoiar as eleições hondurenhas é produto deste acordo” entre as duas partes, explicou o porta-voz do Departamento de Estado para a América Latina, Charles Luoma-Overstreet à Efe.

As declarações de DeMint, que apoiou desde o início o golpe de Estado contra Zelaya, aumentaram a polêmica gerada no começo desta semana por afirmações do secretário de Estado adjunto para a América Latina, Thomas Shannon, à rede “CNN” que os EUA respeitarão o que o Congresso de Honduras decidir sobre a restituição de Zelaya.

Na quarta-feira, o porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, reiterou que os EUA consideram que o presidente deposto de Honduras, deveria ser restituído, mas deixou claro que essa decisão corresponde ao país e que aceitarão o que as partes acertarem nesta fase do processo.

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