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EUA não podem fornecer mísseis suficientes para o Golfo e a Ucrânia, diz comissário da UE

Redação Jornal de Brasília

06/03/2026 7h10

israel iran conflict

Esta imagem mostra o rastro de um foguete iraniano no céu sobre Jerusalém em 13 de junho de 2025. O Irã disparou uma barragem de mísseis balísticos contra Israel em um contra-ataque em 13 de junho, após um ataque sem precedentes atingir a cúpula militar da República Islâmica e suas instalações e bases nucleares. (Foto de AHMAD GHARABLI / AFP)

O comissário europeu de Defesa e Espaço alertou nesta sexta-feira (6) que os Estados Unidos “não serão capazes” de produzir e entregar mísseis suficientes ao mesmo tempo no Golfo e na Ucrânia.

“Agora está muito claro que, com a crise iraniana (…) os americanos não serão realmente capazes de garantir mísseis suficientes ao mesmo tempo para os países do Golfo, para o Exército americano e para as necessidades da Ucrânia”, declarou Andrius Kubilius.

“Tornou-se mais urgente para nós, na Europa, aumentar a produção de sistemas de defesa aérea e de mísseis balísticos”, insistiu Kubilius, que iniciou na Polônia uma viagem europeia com o objetivo de incentivar a produção europeia neste setor.

O comissário destacou as “imensas” necessidades de mísseis por parte da Ucrânia, para continuar se defendendo da invasão russa.

Segundo ele, os ucranianos, “apenas no período de inverno e por quatro meses”, precisavam de quase 700 mísseis Patriot, o que corresponde “mais ou menos ao número de mísseis que os fabricantes americanos são capazes de produzir em um ano”.

Em uma entrevista coletiva de imprensa conjunta com o ministro polonês da Defesa, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, o comissário afirmou que, no que diz respeito à produção europeia de mísseis, “a situação é realmente crítica”.

“É evidente que teremos de desenvolver de forma rápida e urgente a nossa própria produção de mísseis”, enfatizou.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, propôs recentemente aos países aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio a troca de seus mísseis antiaéreos Patriot por interceptores ucranianos de drones, como forma de proteção, neste caso, dos drones iranianos.

AFP

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