O Departamento de Estado americano revisou o status desta organização, anteriormente conhecida como Grupo Salafista para a Pregação e o Combate (GSPC), que foi designada como grupo terrorista em 2004.
O subsecretário de Estado americano James Steinberg disse que, nestes últimos cinco anos, a organização realizou vários atentados suicidas e ataques letais que assassinaram ou feriram centenas de pessoas no norte da África.
O mais sangrento, lembrou o Departamento de Estado, foi o ataque cometido em dezembro de 2007 contra o quartel da ONU e o Conselho Constitucional da Argélia em duas operações suicidas simultâneas que deixaram 42 mortos e 158 feridos.
Por este motivo, de acordo com o Departamento de Justiça, o Departamento de Fazenda e os organismos pertinentes, o Departamento de Estado decidiu manter essa designação, que significa impedimentos legais e econômicos.
“Manter esta designação de grupo terrorista é crítico em nossa luta contra o terrorismo”, afirmou o Departamento de Estado, em comunicado no qual lembrou que esta denominação inclui medidas penais a qualquer um que ofereça apoio de abastecimento, material ou recursos à organização.
“A denominação de terroristas desempenha um papel importante na interrupção dos canais de financiamento à Al Qaeda e a outros grupos terroristas, incluindo os filiados à Al Qaeda em diversas partes do mundo”, afirmou o coordenador para o Contraterrorismo, Daniel Benjamin.
“Também envia uma mensagem a outros Governos e às instituições financeiras de todo o mundo sobre nossa determinação de manter a pressão sobre estes grupos”, acrescentou.
Os Estados Unidos veem estes esforços como um elemento importante para limitar o alcance e a capacidade dessas organizações terroristas.