“Podemos cumprir nosso plano e começar a reduzir nosso contingente em agosto”, disse Mullen pouco após o Governo iraquiano anunciar novo atraso de um dia na data das eleições gerais, previstas inicialmente para janeiro do ano que vem.
Segundo o almirante, apesar da nova estratégia anunciada pelo governo americano de concentrar esforços no Afeganistão, os EUA não abandonarão o Iraque à própria sorte.
“Estamos focados no Afeganistão, mas posso garantir que continuaremos observando o que acontece no Iraque”, disse Mullen, que lamentou os sangrentos atentados simultâneos que deixaram pelo menos 127 mortos e 450 feridos na capital Bagdá nesta terça-feira.
“Estamos seguindo estes eventos com muito cuidado”, afirmou o almirante, lembrando ainda que há 115 mil soldados americanos no país.
O presidente Barack Obama anunciou em fevereiro que a maior parte das tropas americanas abandonará o Iraque no final de agosto de 2010, e que um efetivo de até 50 mil soldados permanecerá no país para desenvolver funções de formação e apoio às forças de segurança iraquianas até sua retirada, definitiva, no final de 2011.
Perguntado sobre a possibilidade dos Estados Unidos decidirem atrasar essa retirada em função da escalada da violência no Iraque, Mullen afirmou que o assunto não passa de uma “especulação”.
“Estamos sempre estudando planos e levando em conta outros possíveis cenários, mas neste momento não vemos nada que nos leve a esse ponto”, explicou.