O Governo dos EUA lamentou hoje o “erro” cometido em relação à informação dada ao Reino Unido sobre os dois vôos da CIA que transportavam suspeitos de terrorismo e que pousaram para reabastecer em território britânico.
Em sinal de preocupação, advice o Departamento de Estado anunciou o envio de John Bellinger, um de seus advogados, a Londres em uma missão de dois dias.
A explicação dos EUA acontece depois que o chanceler britânico, David Miliband, confirmou que dois vôos da CIA com suspeitos de terrorismo a bordo fizeram escala, em 2002, na Ilha de Diego García sem o conhecimento do Governo, um incidente considerado “muito grave” pelo primeiro-ministro Gordon Brown.
O diretor da Agência Central de Inteligência americana (CIA), Michael Hayden, reconheceu hoje a existência dos vôos e afirmou em carta a seus empregados que a informação dada ao Governo britânico “mostrou-se errada”. Os EUA haviam informado que nenhum vôo pousou no território britânico após 11 de setembro de 2001.
O porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, lamentou na entrevista coletiva diária que “tenha ocorrido um erro nas informações enviadas inicialmente a um bom amigo e aliado”.
“Infelizmente, inclusive com a melhor das intenções, dos registros e da tecnologia, se produzem erros e este foi o caso”, ressaltou.
No final de 2007 a CIA revisou por iniciativa própria a base de dados dos vôos de transporte realizados, momento no qual veio à tona a existência das duas escalas em território britânico.
Por outro lado, McCormack ressaltou que nenhum outro país pediu explicações por via diplomática, mas adiantou que o Departamento de Estado já está preparado para responder às perguntas dos Governos estrangeiros sobre a situação.
O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe, também admitiu que “foram cometidos erros na hora de se passar a informação”.
Johndroe garantiu que as relações entre os dois países não serão afetadas pelo ocorrido.