Os Estados Unidos estão investigando o escândalo envolvendo guardas da empresa de segurança privada ArmorGroup, que trabalham na embaixada americana em Cabul, depois que uma ONG denunciou atos de humilhação a funcionários, além de festas com presença de prostitutas, no próprio edifício.
O porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, assegurou hoje que o Governo “considera extremamente sérias as acusações”, e afirmou que uma equipe do escritório de Segurança Diplomática viajará para Cabul, nos próximos dias, para investigar as denúncias.
A organização independente e sem fins lucrativos Project on Government Oversight (POGO) enviou, na terça-feira, uma carta à secretária de Estado americana, Hillary Clinton, na qual denuncia o comportamento de 30 guardas e supervisores, registrado em imagens que deram a volta ao mundo hoje.
A ONG deu início a uma investigação depois que vários guardas entraram em contato com a organização, para expressar sua preocupação sobre os ocorridos e apresentar provas.
De acordo com a POGO, o material apresentado como prova mostra cenas nas quais os guardas “urinam em cima de pessoas, tomam doses de vodca, quebram portas, bêbados, e ameaçam e intimidam” os funcionários que não participam.
As fotografias mostram, além disso, os guardas e seus supervisores em “várias fases de nudez”.
Outros documentos mostram funcionários posando com afegãos em Camp Sullivan, enquanto consomem álcool, e outros mostram um agente seminu que aparentemente urinou em cima de um afegão, atos considerados ofensivos e intoleráveis.
Em pelo menos uma ocasião, supervisores levaram prostitutas a Camp Sullivan.
“Houve algumas coisas em Cabul que desconhecíamos, mas que, francamente, deveríamos ter sabido”, admitiu Kelly.