O departamento de Segurança Nacional (DHS, na sigla em inglês) dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira a existência de uma ameaça “crível e específica” de ataque no país a apenas três dias do décimo aniversário dos atentados terroristas de 11 de Setembro.
“É certo que há informação de uma ameaça específica e crível, mas não confirmada”, disse Matthew Chandler, porta-voz do DHS, em comunicado.
As cadeias de televisão mencionam a existência de pelo menos três suspeitos, um deles americano, que teriam entrado no país há um mês com a intenção de perpetrar um atentado com carro-bomba, talvez em Nova York ou Washington.
“Estamos tomando todas as ameaças muito seriamente e adotamos e seguiremos adotando todos os passos necessários (…). Continuamos pedindo aos americanos que permaneçam atentos durante todo o fim de semana”, acrescentou Chandler.
De acordo com a imprensa americana, que citam altas fontes oficiais do Governo com conhecimento da ameaça, as autoridades obtiveram informação do que acreditam ser “possíveis suspeitos” ligados à rede terrorista Al Qaeda, responsável pelo ataques de 2001.
Uma das fontes disse à rede de televisão “Fox News” que a ameaça “é bastante específica para provocar preocupação” e outra comentou que a mesma já está sendo “investigada”.
A emissora “CNN” informou da convocação para esta sexta-feira, em Nova York, de uma entrevista coletiva na qual o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, e representantes do FBI (polícia federal americana) darão mais detalhes da investigação.
Por sua parte, a rede de televisão “NBC” também revelou que, segundo duas altas fontes do Governo não reveladas, há uma “ameaça crível e específica”, a primeira recebida relacionada ao 11 de Setembro.
“Não é iminente e nem está confirmada”, ressaltou uma dessas fontes citadas por “NBC”.
O presidente Barack Obama foi informado da ameaça durante o dia de e pediu o aumento dos esforços, segundo um alto funcionário da Casa Branca que falou com a condição de permanecer no anonimato.
Além disso, as fontes acrescentam que o Governo está discutindo se eleva ou não o nível de alerta, uma decisão que seria tomada depois do discurso de Obama perante o Congresso, no qual apresentou um ambicioso plano para a criação do emprego.
Durante as últimas semanas, várias autoridades do Governo e em particular a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, tinham insistido que não havia sido detectada nenhuma ameaça “verossímil” de um possível atentado.
No entanto, o país se mantém em “vigilância máxima” e o Governo emitiu no último dia 2 de setembro um “alerta mundial de viagem” para os cidadãos americanos, ao lembrar a “contínua ameaça que ainda representam a Al Qaeda e seus aliados”.