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EUA ignora decisão da Justiça e se recusa a libertar estudante pró-palestinos

O juiz havia dado um prazo até o meio-dia desta sexta-feira (13) para a libertação de Khalil, o que as autoridades não fizeram, segundo documentos da Justiça

Redação Jornal de Brasília

13/06/2025 20h49

protestors rally at white house against israeli bombing of gaza

WASHINGTON, DC – 18 DE MARÇO: Manifestantes seguram cartazes pedindo a libertação do estudante da Universidade de Columbia, Mahmoud Khalil, que foi preso por seu envolvimento com protestos no campus contra Israel, durante uma manifestação do lado de fora da Casa Branca contra o bombardeio israelense de Gaza em 18 de março de 2025 em Washington, DC. O protesto ocorre no momento em que Israel quebrou um cessar-fogo e retomou os ataques ao Hamas em Gaza, matando mais de 400 pessoas em vários ataques. Andrew Harnik/Getty Images/AFP (Foto de Andrew Harnik / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

O governo dos Estados Unidos recusou-se nesta sexta-feira (13) a cumprir uma decisão judicial que ordena a libertação de Mahmoud Khalil, que participou de manifestações em favor dos palestinos na Universidade de Columbia e está detido há três meses, enquanto aguarda sua expulsão do país.

O juiz Michael Farbiarz, de um tribunal federal de Nova Jersey, havia determinado esta semana que Khalil não pode ser detido ou expulso com base em declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que considerou o estudante uma ameaça aos Estados Unidos.

O juiz havia dado um prazo até o meio-dia desta sexta-feira (13) para a libertação de Khalil, o que as autoridades não fizeram, segundo documentos da Justiça.

“O tribunal nunca decidiu que seria ilegal que a parte demandada [o governo] prendesse Khalil com base em outra acusação para deportá-lo”, destaca o advogado do Departamento de Justiça nos documentos.

Desde a sua prisão em Nova York, em 8 de março, por protestar contra a guerra na Faixa de Gaza, Khalil se tornou um símbolo da vontade do presidente Donald Trump de silenciar o movimento estudantil em apoio aos palestinos.

Nascido na Síria, filho de palestinos, Khalil possui residência permanente nos Estados Unidos. Após a sua prisão, foi enviado para a Louisiana, a quase 2.000 km de Columbia.

© Agence France-Presse

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