A posição propícia dos EUA à revogação hoje da suspensão a Cuba na Organização dos Estados Americanos (OEA) e as medidas tomadas desde março pela Administração de Barack Obama “refletem a maior mudança em nossa aproximação a Cuba nos últimos 40 anos”, disse Shannon perante os chanceleres na 39ª Assembleia Geral do organismo.
Destacou que a decisão adotada hoje elimina “um obstáculo” à participação de Cuba na OEA, estabelece um processo de compromissos e um “caminho para o futuro, baseado nos propósitos, princípios, valores e práticas” da instituição.
Shannon, que negociou nas últimas horas em representação da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que deixou a Assembleia na terça-feira para ir ao Egito, insistiu em que o texto inclua estas referências.
O funcionário americano ressaltou o papel de seu país nas negociações, ao ressaltar que apresentou uma resolução que foi a base para o resultado “histórico” do levantamento da suspensão a Cuba.
“Foi um importante passo” dado pela OEA e pelos EUA como um de seus países-membros, e vai alinhado à oferta de “um novo começo” feito por Obama a Cuba na 5ª Cúpula das Américas, disse.
Os EUA levantaram nos últimos meses as restrições às viagens e remessas de cubano-americanos, e ofereceu a Cuba um diálogo sobre emigração, lembrou Shannon, que espera que, após a resposta positiva de Havana, as conversas comecem “muito em breve”. EFE