“Não direi muito sobre isso até que ele (Chávez) adote alguma ação (…) Acho que esperaremos até ver que ele adotou alguma ação”, disse à imprensa o porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack.
O dirigente dos EUA acrescentou que a Casa Branca mantém-se atualizada por meios de relatórios de imprensa sobre a proposta de reforma constitucional que Chávez apresentará nesta quarta à Assembléia Nacional venezuelana.
A reforma prevê, entre outros fatores, a reeleição presidencial por tempo indeterminado e finca as bases para a criação de um Estado socialista.
McCormack reiterou que a trajetória do Governo de Chávez prejudicou a Venezuela porque adotou “uma série de passos que na realidade enfraqueceram alguns dos alicerces da democracia” no país sul-americano.
“Isso definitivamente foi algo que decepcionou a muitos em todo o hemisfério”, acrescentou o porta-voz em entrevista coletiva.
Embora o Governo dos EUA tenha evitado comentar detalhes da reforma idealizada por Chávez, as autoridades americanas deixaram claro seu descontentamento com as medidas anunciadas pelo líder venezuelano e que, segundo a opinião americana, prejudicam a estabilidade na região.
As relações entre EUA e Venezuela estiveram marcadas por tensões e recriminações mútuas nos últimos anos, e alguns observadores acreditam que a proposta de Chávez só aumentará o clima de hostilidade entre os dois países.