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EUA estudam adoção de novas sanções contra o Irã caso diálogo fracasse

Arquivo Geral

06/10/2009 0h00

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos pode impor novas sanções ao Irã caso o Governo desse país não altere seu programa nuclear após o diálogo iniciado na semana passada, disse hoje o subsecretário do Tesouro americano para Terrorismo e Inteligência Financeira, Stuart Levey.

Diante do Comitê Bancário do Senado americano, Levey falou que, mesmo com a manutenção da via diplomática, o Governo dos EUA elabora uma estratégia que terá um “custo substancial” para o Governo iraniano caso não haja avanços nesse diálogo.

Durante o comparecimento do subsecretário, diversos senadores expressaram suas dúvidas quanto à boa vontade do Irã nas conversas que começaram na semana passada em Genebra com o sexteto formado por Rússia, França, China, EUA, Reino Unido e Alemanha.

Neste contexto, Levey se referiu a um “plano global” de sanções que inclui várias medidas simultâneas, já que, segundo ele, nenhuma medida seria “efetiva” por si só.

A estratégia estudada pelos EUA está sendo discutida com seus aliados. De acordo com Levey, as medidas financeiras são “mais efetivas” quando aplicadas com apoio internacional.

O subsecretário considerou que, se este plano tiver início com ampla colaboração de Governos estrangeiros e do setor privado, o Governo do Irã verá que rejeitar a comunidade internacional “tem seu preço”.

O senador democrata Christopher Dodd, que preside o Comitê Bancário do Senado americano, declarou que quer aumentar e reforçar todas as restrições que os EUA atualmente impõem ao Irã.

O também senador democrata Bob Menéndez advertiu que, em outras ocasiões, o Irã utilizou as negociações diplomáticas para ganhar tempo. Portanto, defendeu a necessidade de agir com urgência e contundência para pôr fim às ambições nucleares iranianas.

Levey lembrou que o Governo do presidente americano, Barack Obama, considerou a reunião de semana passada como um “passo adiante”, mas lembrou que os americanos estão esperando para ver se as “palavras construtivas” do Irã se transformarão em “ações concretas”.

“Caso contrário, e se o presidente determinar que medidas adicionais são necessárias, estaremos preparados para agir, esperamos que com nossos parceiros internacionais”, enfatizou.

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