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EUA esperam que nova lei diminua dependência do petróleo estrangeiro

Arquivo Geral

19/12/2007 0h00

Democratas e republicanos acreditam que a nova lei energética assinada nesta quarta-feira pelo presidente George W. Bush ajudará os Estados Unidos a reduzirem o consumo de gasolina e a dependência de petróleo estrangeiro.

Uma das peças-chave da Lei de Independência e Segurança Energética de 2007 é a medida que obriga os fabricantes de automóveis a diminuir o consumo de gasolina dos veículos que produzirão nos próximos anos.

A nova lei determina que as montadoras tomem como base os modelos de 2011 e limitem o consumo médio de todos os veículos para 6, site 7 litros por cada 100 quilômetros até 2020.

O número é 40% mais exigente que os padrões atuais. Para a frota de 2008, o projeto aprovado obriga que o consumo médio seja de 8,55 litros por cada 100 quilômetros para carros, e de 10,45 litros para caminhonetes.

Mesmo com a resistência do setor automobilístico à medida no início das discussões, os principais fabricantes elogiaram a aprovação da lei. O presidente da General Motors (GM) – maior fabricante americano de automóveis -, Rick Wagoner, parabenizou o “Congresso e o presidente pela aprovação do projeto de lei”. Apesar de os novos padrões serem difíceis, a “GM se esforçará para cumpri-los”, expressou.

A Ford afirmou que “a legislação proporcionará um claro pedido pela redução do consumo e dará maior certeza” para seu planejamento de produtos, enquanto a Chrysler ofereceu total apoio à decisão do Governo.

A lei, que foi aprovada no Congresso na terça-feira, também determina que os produtores de gasolina utilizem pelo menos 136,267 bilhões de litros de etanol até o ano de 2022. O número é cinco vezes maior que o atualmente exigido no país. O aumento em massa da produção de etanol provocou alarme em setores ecológicos e entre criadores de gado.

A principal matéria-prima para a produção de etanol é o milho, cuja elevada demanda nos últimos meses provocou uma forte alta de preços, aumentando os custos de produção dos criadores de gado.

O aumento da produção de milho também está elevando o uso de adubo, com graves conseqüências para rios e lagos do país que recebem os resíduos químicos dos produtos. Para minimizar estes efeitos, a nova lei exige que pelo menos 79,489 bilhões de litros de etanol não procedam do milho.

Bush reconheceu hoje que o aumento da produção de etanol provocou nervosismo entre criadores de porcos, em função da alta do preço do milho.

A lei também promoverá a redução do consumo elétrico, ao melhorar a eficiência energética de eletrodomésticos e lâmpadas. Por exemplo: até o fim do ano fiscal de 2013, os edifícios federais deverão utilizar lâmpadas de pouco consumo energético para a iluminação geral.

Estima-se que as medidas representam uma economia para os consumidores de aproximadamente US$ 13 bilhões até 2020. O presidente Bush relacionou o novo projeto com a luta contra a mudança climática.

No entanto, por comunicado, o líder pediu ao Congresso que aprove “legislação que permita o acesso a fontes de energia domésticas”, como a existente no Refúgio Nacional Ártico – região do Alasca que abriga 45 espécies de mamíferos e 180 tipos de aves, mas que é protegida de exploração comercial -, o que irritará grupos ambientalistas.

Além disso, Bush solicitou ao Congresso que duplique “a atual capacidade da Reserva Estratégica de Petróleo para proteger os Estados Unidos de interrupções” ao abastecimento de petróleo.

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