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Mundo

EUA esperam que Chávez fale com Ahmadinejad sobre preocupações internacionais

Arquivo Geral

25/11/2009 0h00

O Governo dos Estados Unidos disse esperar que a Venezuela fale com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, sobre as preocupações da comunidade internacional em relação a seu programa nuclear, seu suposto apoio ao terrorismo e à situação dos direitos humanos no Irã.

Quando perguntado sobre a visita de Ahmadinejad à Venezuela, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, declarou que os EUA “esperam que todos os países que mantêm algum tipo de relação bilateral com o Irã destaquem estas inquietações da comunidade internacional”.

Ahmadinejad chegou ontem à noite a Caracas depois de passar por Bolívia e Brasil, onde se reuniu na segunda-feira em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Kelly destacou, no entanto, que a Venezuela “é livre, como nação soberana, para ter relações diplomáticas com outros países”.

No entanto, o porta-voz reiterou que Washington gostaria que os governantes que se encontrarem com Ahmadinejad abordem com preocupação “sua intenção de ter capacidade para (construir) uma arma nuclear, seu apoio ao terrorismo e seu histórico em direitos humanos”, porque são elementos “desestabilizadores”.

Sem entrar em detalhes, Kelly disse que os EUA “não têm a mesma percepção” da visita de Ahmadinejad à Venezuela do que da passagem do presidente iraniano pelo Brasil porque Washington mantém relações diferentes com cada país.

A resposta de Kelly é quase idêntica a que deu no último dia 12, quando foi perguntado sobre a visita de Ahmadinejad ao Brasil.

Neste dia, o porta-voz pediu ao presidente Lula para que lembrasse seu colega iraniano sobre suas obrigações em matéria nuclear e falasse sobre o caso dos três americanos detidos no Irã e acusados de espionagem após atravessar a fronteira com o Curdistão iraquiano.

Kelly também confirmou que o presidente dos EUA, Barack Obama, enviou uma carta a Lula, mas não quis falar sobre seu conteúdo.

Segundo a imprensa brasileira, Obama pediu a Lula que convencesse Ahmadinejad a aceitar a proposta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e da comunidade internacional para enriquecer urânio fora do Irã, e que também debatesse com ele a situação dos direitos humanos.

No Brasil e na Bolívia, o presidente do Irã recebeu o apoio de seus colegas a perseguir o direito ao uso e desenvolvimento de energia nuclear com fins pacíficos no marco do direito internacional.

Além disso, Lula incentivou Ahmadinejad a continuar em busca de “países interessados” em encontrar uma solução para o que chamou de “questão nuclear iraniano”.

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