O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu uma nova licença que facilita a exploração de petróleo e gás na Venezuela, mas exclui empresas e pessoas da China, Rússia, Coreia do Norte, Cuba e Irã de participarem dos negócios na indústria petroleira do país sul-americano.
A licença representa uma flexibilização do embargo econômico imposto à Venezuela, que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo. Essa medida ocorre pouco mais de um mês após a captura do presidente Nicolás Maduro por Washington durante uma invasão a Caracas.
O documento autoriza transações para pagamentos, serviços de transporte e logística, fretamento de embarcações, obtenção de seguros marítimos, serviços portuários e de terminais, entre outros. Especificamente, autoriza transações para a manutenção de operações de petróleo ou gás na Venezuela, incluindo a reforma ou o reparo de itens usados para atividades de exploração, desenvolvimento ou produção.
No entanto, a licença proíbe qualquer transação com pessoas ou empresas ligadas à Rússia, Irã, Coreia do Norte, Cuba ou China, ou qualquer entidade detida ou controlada por elas, direta ou indiretamente, ou em joint venture.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, criticou a decisão como uma discriminação flagrante. Ele afirmou que Moscou planeja pedir esclarecimentos aos EUA, destacando que a Rússia, a China e o Irã investiram no setor de petróleo e energia da Venezuela.
A flexibilização ocorre após o novo governo interino de Delcy Rodríguez encaminhar mudanças, incluindo uma nova lei do petróleo para facilitar investimentos estrangeiros e uma lei de anistia para opositores presos.
O Serviço de Informações de Energia dos EUA indicou que a produção de petróleo e gás na Venezuela permanece incerta, apesar da recuperação das exportações de petróleo bruto em janeiro. Grande parte desse petróleo foi direcionada para terminais de armazenamento no Caribe. Espera-se que a ampliação das licenças restaure a produção aos níveis pré-bloqueio até meados de 2026.
Com informações da Agência Brasil