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EUA emitem alerta de que Houthis podem atacar Estreito de Bab El-Mandeb

Comunicado do Departamento de Transporte dos Estados Unidos aponta ameaça persistente a embarcações ligadas a Israel, EUA e Reino Unido em rotas estratégicas

Redação Jornal de Brasília

26/03/2026 14h44

Foto: Mohammed HUWAIS / AFP

Foto: Mohammed HUWAIS / AFP

O Departamento de Transporte dos Estados Unidos emitiu nesta quinta-feira, 26, um comunicado de alerta apontando que, embora o iemenita houthi não tenha atacado navios comerciais desde o acordo de cessar-fogo entre Israel e Gaza em outubro de 2025, a organização continua representando uma ameaça a embarcações comerciais em uma região crucial para a navegação.

“Embarcações com ligação a Israel, aos EUA ou ao Reino Unido, e qualquer embarcação pertencente a um grupo ou frota empresarial que faça escalas em portos israelenses, podem estar sob alto risco de terrorismo e outras ações hostis dos houthis ao transitarem pelo sul do Mar Vermelho, pelo Estreito de Bab El-Mandeb e pelo Golfo de Aden, até novo aviso”, alerta.

Os rebeldes houthis do Iêmen, aliados do Irã, reiteraram na quarta-feira seu apoio à República Islâmica, apesar de não participarem da guerra contra os Estados Unidos e Israel. Segundo autoridades houthis, qualquer decisão de entrar no conflito seria tomada de forma independente e não ditada por Teerã. O Irã alegou que pode afetar o Estreito de Bab El-Mandeb em caso de novos ataques americanos e israelenses. “O Estreito de Bab El-Mandeb é uma faixa marítima vital entre o Iêmen e a Eritreia.

“Entre 6 e 8 de julho de 2025, os houthis atacaram e afundaram duas embarcações comerciais no sul do Mar Vermelho, matando quatro marinheiros. Em agosto de 2025, os houthis alvejaram uma embarcação associada a Israel na costa do Mar Vermelho. Este foi o ataque mais ao norte contra embarcações comerciais realizado pelos houthis desde o início de seus ataques no Mar Vermelho. Em setembro de 2025, os houthis atingiram um navio cargueiro de bandeira holandesa com um míssil no Golfo de Aden, matando um marinheiro”, lembra o comunicado.

Estadão Conteúdo

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