A Venezuela saiu este ano da lista de países que não fazem o suficiente para combater o tráfico de pessoas, viagra segundo o relatório anual do Departamento de Estado americano divulgado hoje.
O “Relatório sobre Tráfico de Pessoas 2008” acusa 14 países, dois a menos que no ano passado, de não implementar as ações necessárias para combater este problema e, por isso, poderiam receber sanções como o congelamento da ajuda não humanitária e não comercial.
O tráfico humano, como denuncia o relatório, afeta todo ano cerca de 800.000 pessoas transportadas através de fronteiras nacionais. O estudo indica que 80% são mulheres e meninas, enquanto 50% são menores de idade.
O número de pessoas traficadas dentro das fronteiras de seus países supera os milhões, segundo o Departamento de Estado.
Ao apresentar a análise, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, afirmou esperar que “este relatório ajude os países responsáveis no mundo todo a falar com uma só voz e declarar que a liberdade e a segurança são exigências inegociáveis da dignidade humana”.
O documento divide 170 países em três diferentes níveis, embora o intermediário – das nações que fazem esforços, mas não o suficiente – inclua uma parte separada para os Estados que recebem uma apuração especial.
Venezuela e Guiné Equatorial, incluídos na lista do ano passado, aparecem em 2008 no nível intermediário, mas na parte especial, junto com Argentina, Costa Rica, Guatemala, Panamá e República Dominicana.
Segundo o relatório, Cuba é “uma fonte de mulheres e crianças traficados dentro de seu território para exploração sexual comercial”.
Os EUA recomendam a esse país o aumento de esforços contra os traficantes de pessoas e uma ênfase maior à prevenção da prostituição infantil.
No caso da Venezuela, o relatório assegura que “não cumpre totalmente os padrões mínimos para a eliminação do tráfico, embora haja esforços significativos para consegui-lo”.
Fica na lista de observação por “não proporcionar evidência de um aumento de seus esforços para proteger e ajudar as vítimas”.
Quanto à Argentina, o texto explica que é um país fonte, de passagem e destino para pessoas traficadas para exploração sexual e como mão-de-obra, e a maioria das vítimas são traficadas dentro do próprio país, de áreas rurais para urbanas, para sua prostituição.
Uma situação similar ocorre na Costa Rica, onde preocupa, segundo o Departamento de Estado, “a falta de uma resposta mais contundente por parte do Governo, especialmente devido ao grande número de vítimas presentes no país”.
A Guatemala é um destino para vítimas procedentes de El Salvador, Honduras e Nicarágua, submetidas à exploração comercial sexual, e um ponto de passagem para os centro-americanos traficados ao México e EUA.
No Panamá, “a maioria das vítimas são mulheres e crianças traficados dentro do país para o comércio sexual”, e o Governo lançou medidas preventivas inovadoras, mas não tomou as medidas tangíveis suficientes para levar os traficantes à Justiça, destaca o relatório.
O texto recomenda à República Dominicana aumentar seus esforços para levar à Justiça os traficantes de pessoas, “especialmente funcionários cúmplices” desta atividade.
Neste país, o problema se centra no envio de mulheres para prostituição em diversos países, além disso, do tráfico interno com fins sexuais ou da exploração da mão-de-obra infantil e feminina.
O texto também alerta sobre a situação de trabalhadores haitianos que vivem como imigrantes ilegais sujeitos a trabalhos forçados.