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EUA e UE criticam Síria por não cooperar com inspeções nucleares

Arquivo Geral

09/03/2011 15h41

Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) criticaram nesta quarta-feira a Síria por não cooperar com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) na investigação de supostas atividades nucleares clandestinas.

Durante uma reunião do Conselho de Governadores da AIEA em Viena, o embaixador americano no organismo, Glyn Davies, destacou que “a credibilidade da AIEA está em risco” se a Síria, um estreito aliado do Irã, não for devidamente investigada.

Em setembro de 2007, Israel destruiu no noroeste do deserto sírio uma instalação que muitos analistas acreditam que seria um reator nuclear clandestino.

Desde então, Damasco restringiu ao máximo o acesso dos inspetores da AIEA a esse e outros lugares relacionados, por isso não podem determinar as intenções reais da Síria.

A Síria assegura que o complexo destruído pela aviação israelense era um simples edifício militar, enquanto os EUA dizem que, na verdade, se tratava de um reator construído com ajuda de técnicos norte-coreanos.

A União Europeia se uniu às críticas de Washington, pediu à Síria que “cumpra com suas obrigações” e exigiu que deixe de bloquear as inspeções internacionais sob o pretexto de que os lugares que a AIEA quer visitar são militares.

Até o momento, os inspetores da AIEA só estiveram uma vez na Síria, em junho de 2008, e voltaram a Viena com novas dúvidas – por exemplo, sobre os restos de urânio feito artificialmente, que poderiam provir de atividades atômicas secretas.

Isso sim, diante da insistente pressão da AIEA e da comunidade internacional, a Síria concordou neste ano em permitir que os técnicos do organismo inspecionem. A visita deles será feita em 1º de abril na instalação nuclear de Homs, na parte ocidental do país.

Essa visita foi elogiada nesta quarta-feira pelos EUA e pela União Europeia, qualificada por eles como “um passo na direção correta” para poder esclarecer as incógnitas sobre o suposto programa nuclear secreto da Síria.

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