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Mundo

EUA e UE ameaçam Irã com mais sanções por programa nuclear

Arquivo Geral

10/06/2008 0h00

A Cúpula União Européia (UE)-Estados Unidos, web em Brdo (Eslovênia), nurse terminou com uma nova advertência ao Irã para pôr fim a seu programa nuclear, medical o qual o presidente americano, George W. Bush, chamou de “incrivelmente perigoso”, sob ameaça de sanções adicionais mais duras.

O Irã centralizou uma reunião com uma ampla agenda na qual também foram abordados assuntos como mudança climática e a situação dos presos políticos em Cuba.

Em entrevista coletiva ao término da cúpula, Bush afirmou que “agora é o momento para todos determos o programa nuclear iraniano e de deixar claro às autoridades em Teerã que devem escolher entre o isolamento ou manter boas relações”.

Segundo o presidente americano, um Irã nuclear seria “incrivelmente perigoso para a paz mundial”.

O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da UE, Javier Solana, viajará para Teerã na próxima semana para apresentar novos incentivos ao Irã em nome dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e da Alemanha.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Stephen Hadley, disse que, em função da resposta que Solana receber em Teerã, EUA e UE cogitam aplicar medidas mais duras.

O comunicado conjunto da cúpula de hoje expressa a vontade de Washington e Bruxelas de colaborar para garantir que os bancos iranianos “não possam abusar do sistema bancário internacional para apoiar a proliferação nuclear e o terrorismo”.

Segundo Hadley, “falamos com bancos e companhias de todo o mundo e alertamos para os riscos, em particular se lidam com bancos iranianos, mas também com o Governo, de que podem se envolver com entidades que participam de lavagem de dinheiro e movimentação de fundos para a proliferação nuclear e patrocínio do terrorismo”.

Até o momento, o Irã, que afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos, continua com suas atividades, apesar de três resoluções da ONU imporem sanções ao país, a maioria simbólicas.

A cúpula de hoje – a última do mandato de Bush com a UE – foi a primeira etapa de uma viagem do presidente americano pela Europa, durante a qual o chefe da Casa Branca deve continuar abordando a questão iraniana com seus principais aliados europeus.

O presidente dos EUA viajou hoje mesmo à Alemanha, de onde seguirá para Itália, França e Reino Unido.

Na cúpula de hoje, os líderes também conversaram sobre a mudança climática.

O presidente rotativo do Conselho da UE e primeiro-ministro da Eslovênia, Janez Jansa, destacou a urgência de se conseguir um acordo para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) e insistiu na importância de os EUA se unirem à postura européia.

“Sem a liderança dos UE e da EUA, não será possível conseguir um acordo” mundial, afirmou Jansa.

A Europa se comprometeu a reduzir suas emissões em 20% até 2020, mas a Casa Branca exige que países em desenvolvimento como China e Índia façam parte de qualquer acordo internacional vinculativo.

Jansa aproximou as posições americana e européia ao afirmar que “um acordo mundial sem os países em desenvolvimento seria uma simples solução a curto prazo”, lembrou que a China será, em poucos anos, o país com mais emissões do mundo, e insistiu na necessidade de definir “metas obrigatórias”.

Bush disse que os dois parceiros conseguirão chegar a um acordo nesse sentido antes do fim de seu mandato.

EUA e UE também discutiram a situação de Cuba, ao reivindicarem a libertação “incondicional” dos presos políticos. Bush disse que, se o Governo do presidente de Cuba, Raúl Castro, “é diferente”, deveria demonstrá-lo pondo em liberdade esses prisioneiros.

A situação no Oriente Médio e no Afeganistão, assim como um pedido de respeito aos direitos humanos na China e no Zimbábue também foram abordados pela UE e pelos EUA.

A agenda da reunião foi concluída com debates sobre a crise no sistema financeiro internacional e a segurança energética, entre outros assuntos.



 

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