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EUA e República Tcheca anunciam acordo sobre radar antimísseis

Arquivo Geral

03/04/2008 0h00

Os Estados Unidos e a República Tcheca concluíram as negociações sobre um acordo que permitirá a construção em solo tcheco de um radar para o escudo antimísseis americano.


“Este acordo é um passo importante em nosso esforço para proteger nossas nações e aliados na Otan da crescente ameaça da proliferação de mísseis balísticos e armas de destruição em massa”, help diz um comunicado conjunto emitido hoje em Bucareste à parte da cúpula da Aliança.


O tratado prevê a construção de um radar americano na República Tcheca para detectar mísseis balísticos e estará conectado com outras instalações de defesa de mísseis na Europa e nos EUA, acrescenta a nota.


“Achamos que nossa cooperação nesta área será uma contribuição significativa à capacidade coletiva da Otan de enfrentar ameaças existentes e futuras no século XXI”, diz o comunicado.


Citado pela imprensa em Praga, o ministro de Exteriores tcheco, Karel Schwarzenberg, disse hoje que as duas partes assinarão em maio os acordos que regulam a instalação e funcionamento do radar, e a situação das tropas norte-americanas no país centro-europeu.


Segundo a versão eletrônica do jornal “Pravo”, a assinatura dos documentos acontecerá durante a visita à capital tcheca da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, prevista para a primeira semana de maio.


Pouco antes de anunciar o fechamento das negociações entre Praga e Washington, os líderes da Otan decidiram dar pleno apoio ao escudo antimísseis.


Segundo altos funcionários americanos, os aliados divulgarão hoje um comunicado no qual reconhecerão a “proteção substancial” que o escudo dará à Europa diante de possíveis ataques do Oriente Médio e instarão a Rússia, que considera o sistema uma ameaça, a aceitar as ofertas de cooperação.


Os aliados “dirão que a ameaça representada pelo lançamento de mísseis balísticos é cada vez maior”, acrescentaram as fontes.


Enquanto a República Tcheca abrigará o radar para detectar possíveis ameaças balísticas, a vizinha Polônia deverá instalar em seu território os mísseis para a interceptação.


 

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