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Mundo

EUA e Irã buscarão diálogo bilateral durante reunião em Genebra

Arquivo Geral

30/09/2009 0h00


Os negociadores dos Estados Unidos que participarão a partir desta quinta-feira em Genebra da reunião dos países-membros do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha com o Irã também terão reuniões bilaterais com os representantes iranianos.

O sexteto formado por EUA, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha tem o objetivo de convencer o Irã a demonstrar que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

Em declarações divulgadas pelo Departamento de Estado americano, membros do alto escalão do Governo dos EUA que falaram sob a condição de anonimato disseram que o formato da reunião prevê a realização de uma série de sessões plenárias separadas por intervalos informais.

Segundo as fontes, esses intervalos “darão a cada um tanto a oportunidade de fazer consultas entre os integrantes do sexteto, como de conversar à parte com os iranianos”.

“É uma chance de reforçar as preocupações que vamos expor na reunião”, acrescentaram.

As conversas de Genebra são as primeiras diretas entre o sexteto e Teerã em mais de um ano.

Liderada por William Burns, o “número três” do Departamento de Estado americano, a delegação dos EUA exigirá do Irã que permita o acesso irrestrito dos inspetores internacionais à usina de enriquecimento de urânio que Teerã cuja existência veio a público na semana passada.

“Estamos comprometidos com negociações significativas para resolver tais preocupações crescentes internacionais sobre o problema nuclear iraniano”, mas, ao mesmo tempo, “isto não pode ser um processo sem fim”, disseram os altos funcionários americanos.

“Devemos ver passos práticos e medidas concretas, e temos que vê-las iniciadas imediatamente”, afirmaram.

Apesar de o encontro ter ganhado um clima pesado após a confirmação da existência da segunda usina nuclear iraniana, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, garantiu hoje que seu país está disposto a manter “negociações longas” em Genebra caso estas sejam “construtivas e buscam propósitos”.

“Nesta primeira reunião, será possível comprovar o nível de honestidade de alguns países e seu compromisso em relação à lei, à justiça e ao respeito mútuo”, afirmou Ahmadinejad.

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