O sexteto formado por EUA, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha tem o objetivo de convencer o Irã a demonstrar que seu programa nuclear tem fins pacíficos.
Em declarações divulgadas pelo Departamento de Estado americano, membros do alto escalão do Governo dos EUA que falaram sob a condição de anonimato disseram que o formato da reunião prevê a realização de uma série de sessões plenárias separadas por intervalos informais.
Segundo as fontes, esses intervalos “darão a cada um tanto a oportunidade de fazer consultas entre os integrantes do sexteto, como de conversar à parte com os iranianos”.
“É uma chance de reforçar as preocupações que vamos expor na reunião”, acrescentaram.
As conversas de Genebra são as primeiras diretas entre o sexteto e Teerã em mais de um ano.
Liderada por William Burns, o “número três” do Departamento de Estado americano, a delegação dos EUA exigirá do Irã que permita o acesso irrestrito dos inspetores internacionais à usina de enriquecimento de urânio que Teerã cuja existência veio a público na semana passada.
“Estamos comprometidos com negociações significativas para resolver tais preocupações crescentes internacionais sobre o problema nuclear iraniano”, mas, ao mesmo tempo, “isto não pode ser um processo sem fim”, disseram os altos funcionários americanos.
“Devemos ver passos práticos e medidas concretas, e temos que vê-las iniciadas imediatamente”, afirmaram.
Apesar de o encontro ter ganhado um clima pesado após a confirmação da existência da segunda usina nuclear iraniana, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, garantiu hoje que seu país está disposto a manter “negociações longas” em Genebra caso estas sejam “construtivas e buscam propósitos”.
“Nesta primeira reunião, será possível comprovar o nível de honestidade de alguns países e seu compromisso em relação à lei, à justiça e ao respeito mútuo”, afirmou Ahmadinejad.