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Mundo

EUA e Índia se propõem a intensificar cooperação bilateral

Arquivo Geral

24/11/2009 0h00


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, decidiram hoje intensificar a colaboração entre seus países em áreas como a mudança climática e o combate ao terrorismo.

Os dois líderes se reuniram hoje por duas horas na Casa Branca, na primeira visita de Estado de um líder estrangeiro a Washington durante o mandato de Obama.

Em uma breve entrevista coletiva – na qual só foram admitidas duas perguntas, uma por país -, Obama ressaltou que as duas nações são aliadas naturais que reconhecem como objetivo principal “conseguir a paz e a segurança para todos os povos na região”.

Os dois dirigentes abordaram, ao longo de seu encontro, assuntos como a não-proliferação nuclear, os laços econômicos e comerciais, a situação no Afeganistão e no Paquistão, e a próxima cúpula em Copenhague sobre o aquecimento global.

Neste sentido, Obama destacou que, após suas conversas de hoje com Singh e na semana passada com o líder chinês, Hu Jintao, se encontram “a mais um passo” para o êxito da reunião na capital dinamarquesa.

Os Estados Unidos, o país mais poluente do mundo e que até o momento não adotou medidas para um corte obrigatório de suas emissões, reivindica que qualquer acordo inclua também medidas vinculativas para os países em desenvolvimento, incluindo China e Índia.

As nações em desenvolvimento consideram que os Estados Unidos devem fazer mais na luta contra o aquecimento global.

Os dois líderes abordaram também a situação no Afeganistão e no Paquistão, no momento em que Obama está a ponto de anunciar a nova estratégia americana para os dois países.

O governante americano, que disse que anunciará “em breve” sua estratégia, afirmou a este respeito que seu objetivo é “acabar o trabalho”, após oito anos de guerra no Afeganistão.

A estratégia que anunciará, disse, conterá não só aspectos militares, mas também diplomáticos.

Além disso, disse, deixará claro que enfrentar a violência de redes terroristas como a Al Qaeda é uma tarefa conjunta da comunidade internacional, e para isso detalhará quais devem ser as “obrigações” de seus parceiros.

Singh prometeu uma “colaboração ainda mais intensa” entre as forças de segurança indianas e americanas para combater o terrorismo.

Uma parte importante da agenda da conversa foi para analisar os laços comerciais entre os dois países, que cresceram de maneira exponencial nos últimos 20 anos: se, em 1990, o comércio bilateral era avaliado em US$ 5 bilhões, chegou a US$ 50 bilhões no ano passado.

Também abordaram o acordo para compartilhar tecnologia nuclear, chave na relação bilateral, após a assinatura do pacto durante o mandato de George W. Bush e com o qual Obama reiterou hoje seu compromisso.

A reunião entre os dois dirigentes foi precedida por uma cerimônia de boas-vindas, na qual o presidente americano ressaltou a importância das relações entre seu país e a Índia, que, disse, “definirão o século XXI”.

“Estamos diante de um momento de grandes oportunidades em nossa relação. Índia e EUA podem e devem colaborar para canalizar o imenso talento de nossos povos, e apoiar os respectivos crescimento e prosperidade”, disse Singh.

A visita de Estado tem como objetivo combater o sentimento na Índia de que os Estados Unidos não prestaram atenção suficiente a esse país desde a chegada ao poder de Obama e tenta fazer sobressair, por outro lado, sua relação com a China, outra grande potência asiática.

Hoje, o presidente americano e a primeira-dama, Michelle Obama, oferecerão seu primeiro jantar de Estado ao primeiro-ministro da Índia e sua esposa, Gursharan Kaur.

O jantar, um ato que estará cercado de grande pompa, contará com a presença da cantora Jennifer Hudson, entre outros. O menu ficará a cargo dos cozinheiros da Casa Branca e do chef Marcus Samuelsson – convidado especialmente para a ocasião.

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