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EUA e Coréia do Sul estão otimistas sobre declaração nuclear norte-coreana

Arquivo Geral

19/04/2008 0h00

O presidente dos Estados Unidos, look George W. Bush, illness e o chefe de Estado sul-coreano, Lee Myung-bak, mostraram hoje seu otimismo em relação a que a Coréia do Norte prestará contas de todo seu armamento nuclear, o que facilitaria a flexibilização das sanções americanas contra Pyongyang.

“A Coréia do Norte deve cumprir suas obrigações para oferecer uma declaração completa e verificável de seus programas nucleares e atividades de proliferação”, disse Bush, durante uma entrevista coletiva conjunta com Myung-bak.

Bush reiterou sua crença de que os norte-coreanos estão tentando adiar um relatório completo sobre seu programa nuclear, mas disse estar esperançoso de que o Governo de Pyongyang cumprirá suas obrigações.

“É difícil saber o que acontece em uma sociedade onde não há transparência, nem liberdade de imprensa ou de oposição”, disse Bush.

Myung-bak, que assumiu o poder em fevereiro, colocou em dúvida que seu vizinho faça concessões a respeito de suas ambições nucleares.

“É difícil convencer a Coréia do Norte a abandonar seu programa de armas nucleares, mas não é impossível”, disse Myung-bak, através de um intérprete.

É a primeira visita de um presidente sul-coreano a Camp David, local que Bush reserva somente a seus aliados mais próximos.

Em seu encontro de dois dias, os dois líderes abordaram assuntos relacionados ao comércio, à contínua presença militar dos EUA na Coréia do Sul, o acesso de Seul à informação técnica, e uma possível isenção de visto para os cidadãos sul-coreanos.

No entanto, os dois insistiram, principalmente, em continuar o diálogo para solucionar o problema nuclear na península coreana.

A Coréia do Norte, que realizou um teste nuclear em 2006, deveria entregar um relatório completo de seu programa em dezembro do ano passado, como EUA, China, Coréia do Sul, Japão e Rússia pediram em fevereiro de 2007, mas Pyongyang não cumpriu o prazo.

Os Estados Unidos enviarão uma equipe de especialistas a Pyongyang na próxima semana, para ver se há avanços na tão esperada declaração de seu programa nuclear.

Se o Governo de Pyongyang finalmente entregar o relatório e se comprometer a desmantelar seu programa nuclear, existe a possibilidade de os Estados Unidos flexibilizarem as sanções contra o país.

Bush quer deixar um legado no âmbito comercial, por isso insiste em que o Congresso americano aprove os acordos pendentes sobre o assunto com Colômbia, Panamá e Coréia do Sul, antes do fim de seu mandato, em janeiro de 2009.

“Garanti (a Myung-bak) que o tratado de livre-comércio é uma prioridade para meu Governo, e o Congresso deve rejeitar o protecionismo, não deve dar as costas a um amigo e aliado como a Coréia do Sul”, disse Bush.

O Governo de Washington calcula que, com a entrada em vigor do tratado de livre-comércio com a Coréia do Sul, as exportações americanas aumentariam em até US$ 12 bilhões, o que facilmente o transformaria no maior pacto comercial do país em pouco mais de uma década.

No entanto, o Congresso – liderado pelos democratas – colocou obstáculos em cada um dos pactos. Na semana passada, bloqueou o tratado com a Colômbia.

No caso da Coréia do Sul, vários democratas consideraram insuficiente o acordo assinado por Seul nesta sexta-feira para a abertura total de seu mercado à carne bovina americana.

Seul manteve as restrições às importações desta carne dos EUA desde que foi detectado um surto do mal da vaca louca, há cinco anos.

Os democratas reclamam do déficit comercial de US$ 11 bilhões (87% do total) mantido pelos EUA com a Coréia do Sul no setor automotivo.

Em 2006, a Coréia do Sul vendeu 700 mil veículos nos EUA, contra os 4.556 comercializados pelos americanos no país asiático.

Os sul-coreanos são um dos principais exportadores de automóveis e produtos eletrônicos, enquanto o setor automotivo dos Estados Unidos sofreu uma contração, em meio à desaceleração da economia.

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