O senador democrata por Virgina Jim Webb conseguiu este fim de semana a libertação de Yettaw, que violou em maio a prisão domiciliar da líder democrática Aung San Suu Kyi e se encontra atualmente em um hospital de Bangcoc, onde é submetido a uma avaliação médica antes de voltar aos Estados Unidos.
Atualmente os EUA revisam sua política em direção a Mianmar, mas a libertação de Yettaw, que tem diabetes, epilepsia e asma, não “terá nenhum impacto” nesse processo, afirmou hoje o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley.
“Continuamos preocupados com a detenção de Aung San Suu Kyi e de mais de 2.100 presos” políticos, destacou.
O porta-voz explicou que os EUA querem ver “sinais de que o Governo birmanês está disposto a embarcar em um diálogo significativo com Aung San Suu Kyi e o resto da oposição democrática”.
“Obviamente Mianmar tem que entabular um diálogo com os líderes de minorias étnicas e avançar em direção a uma transição pacífica para forjar uma democracia verdadeira e uma reconciliação nacional”, afirmou Crowley em entrevista coletiva diária.
O Governo de Barack Obama, acrescentou, deseja ver sinais de “mudanças fundamentais na política e no enfoque” da Junta Militar birmanesa.
“Não acho que a libertação do senhor Yettaw seja um indício disso”, afirmou o porta-voz, que ressaltou que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, conversou no domingo com Webb, com quem se reunirá quando o legislador voltar a seu país para discutir com ele suas impressões sobre a situação em Mianmar.
Além da libertação de Yettaw, Webb conseguiu se reunir com Suu Kyi e com o chefe da Junta Militar, general Than Shwe.