“A porta certamente segue aberta para que o Irã faça o correto e cumpra suas obrigações internacionais. Faremos o apropriado para que (as autoridades iranianas) retornem à mesa e façam exatamente o que têm que fazer”, disse Bill Burton, porta-voz da Casa Branca, ao retornar com o presidente Barack Obama do Havaí.
“Esta semana, quando se reunirem a equipe de segurança nacional e a equipe iraniana, é quando estaremos falando disso, sobre quais serão os passos seguintes”, acrescentou Burton, sem dar mais detalhes.
O porta-voz também não fez comentários sobre informações de que Teerã estaria preparando uma série de exercícios militares, mas insistiu que “para estar bem com a comunidade global, o Irã terá que cumprir o que acordou”.
Grande parte da comunidade internacional acusa o Irã de ocultar, sob um programa nuclear civil, outro de natureza clandestina e aplicações bélicas cujo objetivo seria a aquisição de armas atômicas, o que é negado por Teerã.
O conflito se agravou no final do ano passado depois que o regime iraniano rejeitou uma proposta de Estados Unidos, França e Rússia para enviar seu urânio a 3,5% ao exterior e recuperá-lo mais tarde enriquecido a 19,5%, nas condições que diz serem necessárias para seu reator civil em Teerã.
Desde então, o Irã ofereceu várias alternativas e advertiu que conseguirá o combustível “por seus próprios meios” caso não receba uma resposta da comunidade internacional dentro de um mês.
Uma dessas opções poderia ser intercambiar combustível nuclear na Turquia.
Citando fontes anônimas, o diário “The New York Times” disse no sábado passado que o Governo Obama estuda novas sanções contra o Irã que, caso ocorram, estariam dirigidas a membros da Guarda Revolucionária, supostamente os responsáveis por assuntos nucleares.
Em dezembro, a Câmara de Representantes dos EUA aprovou uma iniciativa para impor novas sanções ao Irã e a empresas que fazem negócios com seu Governo, como medida de pressão para que suspenda seu programa nuclear. O Senado ainda não tem data para votar a medida.