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EUA diz que Cuba foi pressionada a reduzir em um terço suas missões no exterior

Departamento de Estado atribui queda à pressão diplomática e aponta redução de trabalhadores de 24 mil para até 18 mil

Redação Jornal de Brasília

08/10/2026 17h16

Foto: Karen Bleier/AFP

Os Estados Unidos acreditam que, graças à sua pressão diplomática, Cuba foi obrigada a reduzir em cerca de um terço suas missões de trabalho no exterior, informou o Departamento de Estado americano nesta quinta-feira (8).

Em seu relatório anual sobre tráfico de pessoas no mundo, o órgão dedica um capítulo especial a Cuba, considerado um dos 12 países que patrocinam diretamente esse fenômeno.

“O aumento do envolvimento diplomático dos Estados Unidos para denunciar as práticas de trabalho forçado e aplicar restrições de visto, entre outras medidas, reduziu drasticamente o número de trabalhadores vinculados ao regime e de países que recebem missões de trabalho”, afirma o relatório.

“Essas ações contribuíram para combater o esquema de tráfico de pessoas do regime cubano (…) e reduzir o número de trabalhadores vinculados ao regime cubano no exterior de 24.000, no início de 2025, para entre 15.000 e 18.000 em 2026”, uma queda entre 25% e 37,5%, respectivamente.

As “missões de trabalho” cubanas, formadas principalmente por profissionais de saúde, são uma fonte de renda para Havana, imersa em uma grave crise financeira e social.

Após a guinada à direita em diversos países da América Latina, essas missões foram canceladas, em alguns casos depois de décadas de atuação.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos denunciou, em um relatório publicado em abril deste ano, a retenção de salários, as longas jornadas de trabalho e a retirada dos passaportes de profissionais cubanos que participam dessas missões.

O relatório alertou que, em determinados casos, essas missões médicas poderiam ser equiparadas a trabalho forçado e tráfico de pessoas.

Havana respondeu que esses programas são voluntários e que os trabalhadores recebem integralmente seus salários.

Esses programas, que em países como a Venezuela deram uma contribuição fundamental aos serviços nacionais de saúde, são uma “expressão de solidariedade e cooperação”, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Cuba.

AFP

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