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EUA disfarçaram avião militar de civil para realizar primeiro ataque contra embarcações, diz jornal

A suposta ação violaria as leis internacionais de conflitos armados, que proíbem combatentes de fingir status civil

Redação Jornal de Brasília

13/01/2026 6h02

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Foto / AFP

O Pentágono disfarçou um avião militar de avião civil para realizar o primeiro ataque contra embarcações aparentemente carregadas com drogas, publicou o The New York Times na noite desta segunda-feira, 12. A investida aconteceu em setembro do ano passado e deixou 11 mortos.

A suposta ação violaria as leis internacionais de conflitos armados, que proíbem combatentes de “fingir status civil para enganar adversários, um crime de guerra chamado ‘perfídia’”, explica o jornal.

O ataque foi anunciado pelo presidente Donald Trump em uma publicação nas redes sociais em 2 de setembro de 2025, onde ele afirmou que os alvos eram membros da organização criminosa Tren de Aragua, “que opera sob o controle de Nicolás Maduro, responsável por assassinatos em massa, tráfico de drogas, tráfico de pessoas e atos de violência e terror”.

O avião foi pintado para se assemelhar a uma aeronave civil. O armamento, originalmente à mostra sob as asas, estava escondido dentro da fuselagem.

A Casa Branca confirmou que um almirante americano, sob as ordens do secretário de Defesa, Pete Hegseth, ordenou uma operação militar de “ataque duplo”, que atingiu a embarcação duas vezes.

“Dois sobreviventes do ataque inicial pareceram sinalizar” para a aeronave enquanto se agarravam aos destroços da embarcação, antes de serem mortos pelos militares em um segundo ataque, escreveu o jornal.

Nos bombardeios seguintes, aeronaves reconhecidamente militares, incluindo drones MQ-9 Reaper, foram usadas. Até o momento, ao menos 107 pessoas já morreram em pelo menos 30 ataques desde setembro, sendo 19 no Pacífico Leste, seis no Caribe e cinco em locais não informados.

Ainda segundo o NYT, o Congresso americano debateu a questão da “perfídia” durante reuniões a portas fechadas com líderes militares, mas ainda não realizou discussões públicas sobre o assunto. /AFP

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