As autoridades americanas anunciaram nesta terça-feira a desarticulação de uma trama vinculada ao Irã para cometer “um grande atentado terrorista nos Estados Unidos”, que incluiria o assassinato do embaixador saudita em Washington e a detonação de bombas contra a legação diplomática israelense.
Dois homens, suspeitos de envolvimento com “entidades do Governo iraniano”, foram acusados de conspiração por planejarem os atentados, disse o secretário de Justiça americano, Eric Holder. Segundo ele, os EUA pretendem tirar satisfações ao Irã sobre essa trama.
O FBI (polícia federal americana) e a DEA (agência antidrogas americana) descobriram o complô quando um dos suspeitos entrou em contato com um agente secreto informante da DEA – que se passava por membro do cartel de drogas mexicano Los Zetas – para pedir assistência para assassinar o embaixador saudita, Adel al-Jubeir.
O Governo mexicano colaborou na desarticulação da trama terrorista.
Em entrevista coletiva junto ao diretor do FBI, Robert Muller, Holder detalhou que o plano dos terroristas incluía o assassinato do embaixador Jubeir e outros ataques posteriores com bomba contra as embaixadas da Arábia Saudita e de Israel em Washington.
Os dois suspeitos foram identificados como Manssor Arbabsiar e Gholam Shakuri. Segundo o secretário de Justiça americano, eles teriam recebido US$ 1,5 milhão do Governo iraniano para cometer os atentados.
Holder afirmou que Arbabsiar – que possui nacionalidade americana e foi detido no dia 29 de setembro em Nova York – confessou que trabalhava para a Guarda Revolucionária Iraniana. Já Shakuri, radicado no Irã, segue em liberdade.