O Departamento de Estado americano insistiu hoje que Larry Palmer deve ser o próximo embaixador dos Estados Unidos na Venezuela, e ressaltou que o Governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, tinha aprovado previamente a candidatura do diplomata.
O porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, disse em sua entrevista coletiva diária que o Governo americano não tem nenhuma intenção de mudar de candidato, que substituirá Patrick Duddy na embaixada de Caracas.
Crowley reiterou que Washington “não recebeu nenhuma notificação formal do Governo da Venezuela” que conste uma rejeição a Palmer. Segundo Chávez, Palmer teria “se desabilitado” do cargo por suas declarações ao Senado americano em resposta a um questionário feito para medir sua idoneidade para o cargo.
Palmer disse que a moral das Forças Armadas da Venezuela era baixa e que era necessário investigar a suposta presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) em território venezuelano.
O porta-voz ressaltou que os EUA, “como de costume, pedem a aprovação de todos os Governos antes de oficializar uma candidatura” para embaixador de um país.
No domingo, Chávez rejeitou Palmer como embaixador na Venezuela e pediu a Obama que busque outro candidato.
“Obama, como acha que vou aceitar esse embaixador? O melhor é que o retire. Não insista, ele mesmo se desabilitou. Te peço, (Palmer) não pode vir”, disse Chávez em seu programa “Alô Presidente”.
Com suas declarações, Palmer “rompeu todas as regras da diplomacia, se metendo conosco e com as Forças Armadas, talvez buscando o aplauso dos senadores”, disse.