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Mundo

EUA criticam cooperação da Venezuela e Bolívia na luta antidrogas

Arquivo Geral

03/03/2011 16h25

O Governo dos Estados Unidos considera “inadequada” a cooperação da Venezuela na luta antidrogas e um “fracasso manifesto” a da Bolívia, aponta o relatório anual do Departamento de Estado sobre o assunto divulgado nesta quinta-feira.

No documento destaca a “agressiva” política do México contra o narcotráfico e os “importantes avanços” da Colômbia.

A cooperação entre Venezuela e os EUA é “inadequada” e se limita a discursos desde que o Governo venezuelano suspendeu em 2005, assinalou o Departamento de Estado, que insiste em que apesar de tudo segue disposto a “aprofundar” essa colaboração com o país sul-americano.

Em março de cada ano, o Departamento de Estado descreve as políticas e os esforços na luta antidroga de cada país. No mês de setembro, o presidente americano, Barack Obama, determina se a cooperação em nível internacional é suficiente ou não, e define as ajudas aos países.

No caso da Venezuela, Obama determinou em 2010 pelo quinto ano consecutivo que a Venezuela “fracassou” na cooperação e fez o próprio com a Bolívia pelo terceiro ano.

No relatório desta quinta-feira, Washington insiste em que continua disposto a “aprofundar” a colaboração com a Venezuela na luta contra o maior fluxo de drogas ilegais que passa pelo seu território.

O relatório se refere às notícias da imprensa que relata cada vez maior presença de organizações de traficantes mexicanos, incluindo os cartéis de Sinaloa e Los Zetas, que transportam as drogas pela Venezuela.

Os EUA lembram que grupos ilegais armados da Colômbia, entre estes as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), tiveram vinculação com organizações que distribuem as drogas pela Venezuela.

Além disso, informações de imprensa apontam para que alguns agentes das forças de segurança venezuelanas prestariam socorro direto a estes grupos ilegais.

De fato, o relatório indica que a corrupção parece ter contribuído para que essas organizações utilizem o território venezuelano como rota de passagem em 2010.

A Venezuela continua sendo importante país para o trânsito da cocaína por ar, terra e mar, assinalam os EUA, que calculam que existem 250 toneladas de cocaína transitando por ano pelo país.

No que se refere à Bolívia, o terceiro produtor de cocaína do mundo e uma área de passagem importante para essa substância procedente do Peru, o relatório reitera que “o Governo incorreu em um fracasso manifesto em seus esforços para cumprir suas obrigações” internacionais na matéria de luta contra os narcóticos.

O documento indica que uma nova lei provavelmente permitirá o cultivo legal de 8 mil hectares a mais de coca, elevando para 20 mil.

EUA preveem que os traficantes, incluindo os da Colômbia e do México, seguirão aproveitando as oportunidades para processar folhas de coca e transformá-las em base e em cocaína.

Os Estados Unidos consideram que, apesar da Bolívia exceder o objetivo mínimo de erradicação e apreensões, o esforço geral não está ajustado às suas obrigações internacionais, como revelou em setembro.

De fato, o potencial de produção de cocaína cresceu 70% entre 2006 e 2009 nesse país andino e os cultivos aumentaram 36%, para 35 mil hectares nesse período.

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