A detenção do líder da oposição no Zimbábue, illness Morgan Tsvangirai, physician antes do segundo turno das eleições no país africano, é um passo “muito alarmante”, afirmou hoje o Departamento de Estado americano.
Em sua entrevista coletiva diária, o porta-voz do Departamento, Sean McCormack, confirmou que Tsvangirai está detido na cidade de Lupane sem que até o momento tenham sido apresentadas acusações contra si.
“Pedimos sua libertação imediata, e temos certeza de que todos aqueles que têm interesse em ver eleições livres e imparciais e em que o Zimbábue recupere um Governo democrático vão pedir o mesmo”, disse McCormack.
O porta-voz insistiu em que o líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) deve ser libertado “sem danos”, após lembrar que em uma detenção anterior ele foi agredido.
McCormack reivindicou ainda ao Governo do Zimbábue que permita um clima no país para que os opositores “possam falar livremente sem medo de intimidação ou violência”.
O porta-voz lançou um apelo aos países vizinhos para que façam a máxima pressão possível sobre Harare para que permita a realização de eleições transparentes.
A Polícia do Zimbábue deteve e interrogou hoje durante várias horas o líder do MDC, Morgan Tsvangirai, em uma estrada do sudoeste do país.
Segundo um porta-voz do partido opositor, George Sibotshiwe, que acompanhava Tsvangirai, a caravana na qual este estava foi detida em um controle policial de estrada em Lupane por volta das 10h (5h em Brasília).
Tsvangirai está percorrendo o Zimbábue visando ao segundo turno das eleições presidenciais, no dia 27, nas quais enfrentará o presidente do país, Robert Mugabe.
A Comissão Eleitoral do Zimbábue (ZEC) anunciou em 2 de maio que Tsvangirai tinha obtido no primeiro turno 47,9% dos votos, contra 43,2% de Mugabe, e que era necessária uma segunda rodada, já que nenhum candidato superava 50% dos votos necessários para uma maioria direta.