O Governo dos Estados Unidos disse hoje que conversa com a Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a situação em Honduras e avalia suas “opções”, como tomar “medidas adicionais” diante da resistência de Tegucigalpa em permitir o retorno do presidente deposto Manuel Zelaya.
Durante uma entrevista coletiva, Philip Crowley, porta-voz do Departamento de Estado americano, não falou diretamente sobre sanções, mas disse que tomarão “algumas decisões nos próximos dias”.
Crowley reiterou a postura de Washington é de que o Acordo de San José – que prevê o restabelecimento de Zelaya no poder e eleições antecipadas – é o “processo correto para ajudar a resolver” a crise política em Honduras.
Segundo o porta-voz, a recusa do Governo de fato presidido por Roberto Micheletti a aceitar o acordo para o retorno de Zelaya teve e segue tendo consequências na região.
Crowley lembrou que, como parte das pressões internacionais, a OEA suspendeu Honduras do organismo regional e o Banco Centro-Americano para a Integração Econômica congelou as linhas de crédito do país.
Na terça-feira, o Departamento de Estado anunciou a suspensão, exceto em casos de emergência, da maioria dos vistos para hondurenhos que desejam viajar aos EUA como turistas, estudantes ou empresários, por exemplo, em decisão rejeitada por vários legisladores republicanos.