O Departamento de Estado americano assegurou hoje que continuará acompanhando com imparcialidade a crise gerada pela derrubada do presidente Manuel Zelaya em Honduras.
Em carta dirigida ao senador republicano Richard Lugar, o Departamento de Estado diz que a política dos EUA “não se baseia em apoiar um político em particular, mas em encontrar uma solução que melhor sirva ao povo hondurenho e a suas aspirações democráticas”.
A deposição de Zelaya foi condenada pelo presidente Barack Obama, mas fontes diplomáticas disseram que o tom da carta parecia indicar que os EUA estão reconsiderando essa postura.
“Os eventos de 28 de junho foram precedidos por um conflito político entre o presidente Zelaya e outras instituições do Governo de Honduras”, explicou a carta.
“Condenamos energicamente as ações de 28 de junho”, afirma a carta assinada por Richard Verma, secretário adjunto para assuntos legislativos do Departamento de Estado.
“Também reconhecemos a insistência do presidente Zelaya em empreender ações provocativas que contribuíram para polarizar a sociedade hondurenha e levaram a um confronto que gerou os eventos que conduziram a sua destituição”, completou.
“Por essa razão, nossas declarações e ações públicas se centraram na importância de uma solução negociada e pacífica que restabeleça a ordem democrática de acordo com os princípios da Carta Democrática e que fortaleça o império da lei”, conclui o texto.