A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse confiar hoje em um “bom plano” de reconstrução para o Haiti, para o qual quer oferecer a experiência da iniciativa promovida pelos Estados Unidos nesse país.
Em declarações durante a viagem para a cidade canadense de Montreal, aonde chegou hoje à tarde, Hillary afirmou que o objetivo é avançar na organização de uma “grande” conferência de doadores para o Haiti, que será realizada dentro de “um mês ou dois”.
“Há um tremendo desejo de ajudar, mas temos que criar os mecanismos para que isso seja eficaz e temos que dotar o Governo haitiano da capacidade para liderar” esse esforço, disse em declarações divulgadas pelo Departamento de Estado.
“Sou otimista quanto à elaboração de um bom plano”, afirmou Hillary, ao lembrar que os EUA têm “vantagem” na criação do plano de reconstrução para o Haiti, dado que seu Governo já havia impulsionado no país um projeto de trabalho para seu desenvolvimento que tinha começado a dar resultados positivos.
“A vantagem que temos é que, ao longo do ano passado, trabalhamos com o Governo haitiano em um plano que está bem colocado e que foi elaborado com a ajuda deles”, lembrou a secretária.
“Não quero começar do zero, mas temos que reconhecer os desafios que enfrentamos agora”, destacou Hillary.
A secretária de Estado americana também comentou que o perdão da dívida do Haiti, que chega a US$ 1,2 bilhão, está sendo estudado e que é “é uma importante peça do quebra-cabeça”.
No último dia 12, um terremoto de 7 graus na escala Richter atingiu o Haiti. Seu epicentro foi localizado a apenas 15 quilômetros da capital do país, Porto Príncipe.
Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti.