Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (19), a aprovação da venda de US$ 16,46 bilhões (R$ 86,5 bilhões) em armas para os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait, dois países do Golfo gravemente afetados pela guerra com o Irã, informou o Departamento de Estado.
Desde que os Estados Unidos e Israel lançaram sua ofensiva contra Teerã em 28 de fevereiro, o Irã respondeu com ataques de mísseis e drones contra seus vizinhos do Golfo, que foram forçados a mobilizar recursos militares significativos para conter os ataques.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, “determinou e proporcionou uma justificativa detalhada de que existe uma emergência que exige a venda imediata” do equipamento militar, segundo um comunicado.
Esta determinação elimina o requisito de que o Congresso aprove as vendas.
O Departamento de Estado destacou que a maior venda individual é para o Kuwait, por radares de sensores para defesa aérea e antimísseis de baixa altitude —projetados para rastrear alvos de alta velocidade e fornecer dados a uma rede de defesa antimísseis— por US$ 8 bilhões (aproximadamente R$ 42 bilhões).
A próxima maior venda se destina aos Emirados Árabes Unidos, por um radar de discriminação de longo alcance —que rastreia ameaças de mísseis balísticos— e equipamentos relacionados, a um custo de US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 23,6 bilhões), indicou o Departamento de Estado.
Por outro lado, os Emirados Árabes Unidos também receberam aprovação para comprar sistemas projetados para neutralizar pequenos aparelhos não tripulados por US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 11 bilhões), mísseis ar-ar avançados por US$ 1,22 bilhão (aproximadamente R$ 6,4 bilhões) e munições e atualizações para aviões de combate F-16 por US$ 644 milhões (cerca de R$ 3,4 bilhões).
AFP