A estimativa é resultado de testes com uma dose simples de 15 microgramas, que foram feitos na Austrália com o mesmo fabricante contratado pelos Estados Unidos para produzir a vacina, segundo o Departamento de Saúde.
Anthony S. Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, que patrocina os testes clínicos nos EUA, assegurou hoje que as mostras de sangue extraídas de adultos entre 8 e 10 dias depois da administração da vacina refletiram uma “robusta resposta imune”.
A imunidade se manifestou em 96% dos adultos sãos, entre 18 e 64 anos, nos quais se testou o variante da farmacêutica Sanofi, e em 80% dos que participaram do teste com o da CSL Limited, segundo um comunicado do Departamento de Saúde.
Estes dados demonstram que deve ser possível vacinar e imunizar 159 milhões de pessoas que o Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) qualifica como população de alto risco de contágio, antes do momento de maior expansão da gripe, durante o inverno.
O grupo de risco inclui mulheres grávidas, menores de 24 anos, pessoas que cuidam de bebês, funcionários do setor de saúde e aqueles com condições médicas preexistentes.
“São notícias muito boas. A necessidade de duas doses significaria um tremendo desgaste para o fornecimento nacional e global das vacinas”, disse Fauci, em comunicado.
O diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas acrescentou que a vacina é segura e que não houve o registro de efeitos colaterais perigosos, além de dores de cabeça ou braços doloridos.
O Governo americano espera dispor de 195 milhões de doses da vacina até o final do ano.