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EUA aliviam sanções e liberam negócios de petroleira da Venezuela

Licença do Tesouro permite transações com a PDVSA para ampliar oferta de petróleo, enquanto guerra no Oriente Médio pressiona preços internacionais

Redação Jornal de Brasília

18/03/2026 12h32

Foto: Federico Parra / AFP

Foto: Federico Parra / AFP

MANOELLA SMITH
FOLHAPRESS

Os Estados Unidos emitiram uma licença geral que autoriza determinados negócios envolvendo a empresa estatal de petróleo da Venezuela, a PDVSA. O anúncio foi feito pelo Departamento do Tesouro dos EUA nesta quarta-feira (18).

A decisão ocorre em meio à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que levou a um aumento do preço do barril do petróleo e uma paralisação do estreito de Hormuz, um dos mais importantes canais de escoamento de petróleo do mundo.

O Departamento do Tesouro “emitiu uma licença que autoriza amplamente empresas americanas já estabelecidas a realizar diversos tipos de transações com a estatal venezuelana de petróleo [PDVSA], e suas subsidiárias”, diz o anúncio publicado no X.

“A licença deve beneficiar tanto os Estados Unidos quanto a Venezuela, além de apoiar o mercado global de energia ao aumentar a oferta de petróleo disponível. A medida também busca incentivar novos investimentos no setor energético venezuelano.”

A flexibilização das sanções impostas em 2019 pelo presidente Donald Trump, durante seu primeiro mandato, é a medida mais recente da Casa Branca para aliviar restrições a Caracas desde a captura de Nicolás Maduro.

O impacto da decisão ainda não está claro. Atualmente, as vendas de petróleo do país são controladas pelos Estados Unidos, com lucros depositados em contas sob controle americano e posteriormente repassados ao regime da líder interina Delcy Rodríguez.

Trump está tentando fazer com que empresas de energia invistam US$ 100 bilhões (cerca de R$ 520 bilhões) no setor petrolífero deteriorado da Venezuela, que sofreu com anos de negligência, corrupção e sanções dos Estados Unidos.

Recentes ataques a instalações de petróleo em todo o Oriente Médio provocou a disparada do preço do barril Brent nesta quarta-feira (18). O regime iraniano informou, por volta das 10h (horário de Brasília), que pode atacar refinarias e campos de gás na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Qatar nas “próximas horas” e recomendou que funcionários e residentes próximos às instalações deixem os locais.

Após o alerta, o preço do barril Brent saltou 5,59%, sendo vendido a US$ 109,73 (R$ 570,52), às 11h30, atingindo o maior valor em mais de uma semana. Em 9 de março, o contrato de maio chegou a alcançar US$ 119,46, o preço mais alto desde 29 de junho de 2022.

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